Soldado da Polícia Militar que é chefe de gabinete do deputado Platiny Soares ganha mais de R$ 17 mil por mês

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O deputado Platiny Soares foi quem solicitou ano passado ao comando da PM a disposição do soldado

O deputado Platiny Soares foi quem solicitou ano passado ao comando da PM a disposição do soldado

O número de “Paquitos” – nome dado a soldados PMs saídos da tropa para servir em gabinetes e palácios do legislativo e do judiciário – não para de crescer. É tanta gente fora do quartel que os corredores do legislativo e do judiciário parecem ter sido transformado em local de desfile de Sete de Setembro.

Entre os mais novos policiais a engrossarem o time dos paquitos no Amazonas está o soldado da 12ª Cicom, Ruan Alves de Araújo, afilhado do deputado paquito, soldado Platiny Soares (DEM), aquele que foi acusado de plagiar projeto de lei que foi condenado pelos professores, pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação e pela Secretária de Educação do Estado de Alagoas por punir professores que emitirem opinião sobre política e religião em sala de aula.

Mas essa é outra história, devidamente registrada nos anais da doutra Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), presidida pelo não menos douto, deputado Josué neto.

Desde 2015, com a devida autorização do comandando da Polícia Militar do Estado do Amazonas, conforme Boletim Geral nº 056, o soldado foi autorizado a deixar pelo prazo de até dois anos suas atividades policiais para servir como paquito no gabinete de Platiny.

Sorte a dele que, mesmo ao arrepio da lei, acumula há quase dois anos o soldo de soldado policial militar com os generosos e robustos proventos pagos pela Aleam.

A bolada é sem dúvida de encher de cifras os olhos daqueles menos afetados com o pecado da ambição.

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Cerca de R$ 13 mil regiamente pagos pela Aleam e mais de R$ 4 mil pela PMAm, segundo demonstrativo do Portal da Transparência, onde figura como aluno soldado estatutário.

Num breve cálculo aritmético o resultado é surpreendente: mais de R$ 17 mil embolsados todos os meses pelo paquito Ruan da 12ª Cicom.

É assim que se pretende passar o Brasil à limpo? O soldado aluno não deveria estar na sua respetiva unidade escolar até o final do curso? O paquito não veria optar por um único salário para evitar o acúmulo, que não é permitido por lei? O soldado paquito vai devolver para os cofres públicos o recurso recebido indevidamente em quase dois anos no gabinete do deputado paquito?

É claro que a resposta todos sabem. Não!

A reportagem do Fato Amazônico tentou falar com o deputado Platiny Soares a respeito dos vencimentos de seu chefe de gabinete através da assessoria de imprensa pelo celular 9932x-492x, mas estava fora da área serviço.//Fato Amazônico

 

Mario Dantas