Wilker Barreto nega ‘ação arbitrária’ em desocupação na Nossa Senhora de Fátima

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Ver. Wilker Barreto

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A necessidade da desocupação das dez moradias, localizadas às margens do Igarapé do Mindu, na rua Apocalipse, na comunidade Nossa Senhora de Fátima 1, no Novo Aleixo, zona Norte de Manaus, área considerada de risco, prevista para ocorrer nesta quarta-feira (24), pela Prefeitura de Manaus, foi justificada pelo presidente da Câmara Municipal de Manaus, vereador Wilker Barreto (PHS), durante pronunciamento na tribuna.

“A prefeitura não está agindo de forma arbitrária, pelo contrário, houve um estudo técnico e o consentimento das famílias a serem retiradas. A prefeitura não vai recuar, porque tem o consentimento de nove famílias, que aceitaram o aluguel social”, disse Barreto, lembrando que é um direito e dever da prefeitura resguardar a maioria”, defendeu Wilker Barreto, que à época do estudo preliminar sobre a desocupação estava como prefeito em exercício.

De acordo com Wilker, somente a retirada das dez casas construídas em cima do leito do igarapé irá possibilitar a entrada das máquinas e obras de dragagem, segundo o estudo técnico dos engenheiros da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), para beneficiar outras 200 famílias do local, resolvendo de vez a problemática da comunidade.

“A situação do lixo que desce para o igarapé com a chuva causa estragos e prejuízos aos moradores”, disse Barreto, ao explicar que a Seminf realizou um diagnóstico com a previsão de retirar pontualmente as dez moradias para melhorar a situação de 200 casas.

Para a retirada, segundo ele, foi feito um projeto, notificou-se os moradores para depois serem removidos e conduzidos ao aluguel social. “Das dez famílias, apenas uma se recusou a receber o aluguel social”, continuou o vereador.

Quanto à questão da indenização, questionada pelo vereador Waldemir José (PT), Wilker esclareceu que a Procuradoria Geral do Município (PGM), órgão auxiliar da prefeitura, é quem vai discutir na Justiça. “Não podemos deixar de solucionar o problema de 200 famílias, por conta de uma minoria. Porque quando alagar essas moradias outra vez, se não fizermos essa intervenção, a situação vai agravar ainda mais. A tomada de decisão de um homem público deve preservar a coletividade”, frisou Barreto.

Roberto Brasil