Wilker Barreto afirma que Câmara age com responsabilidade na discussão do Plano de Mobilidade Urbana

By -

MANAUS 01.12.015 - VEREADOR WILKER BARRETO (PHS) DISCURSA NA SESSAO PLENARIA DA CAMARA MUNICIPAL DE MANAUS (CMM). FOTO:TIAGO CORREA/CMM

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS) ocupou a tribuna da Casa Legislativa, na manhã desta terça-feira (1º) e reafirmou o papel do Poder Legislativo Municipal na discussão do Plano de Mobilidade Urbana de Manaus (PlanMob-Manaus). “A Câmara cumpre o importante papel e está agindo com responsabilidade na apreciação de uma importante peça para a cidade de Manaus que é a mobilidade urbana”, assegurou.

Wilker Barreto referia-se, especificamente às críticas do vereador Professor Bibiano (PT), que manifestou intenção de recorrer ao Ministério Público por discordar da forma com que está sendo conduzida às discussões. “A priori, esta é a nossa etapa, a Prefeitura fez a sua etapa e o que precisamos, obviamente, é sempre bem-vindo, como estava aqui na reunião de ontem (30), o professor e doutor da Universidade do Paraná (referindo-se ao coordenador do Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura da Universidade Federal do Paraná (UFPR/ITTI), Rui Alberto Zibeti), contribuindo para uma discussão madura”, disse.

“Vejo com muita preocupação essa postura, ao meu ver equivocada, em travar um projeto para desqualificar, não entendendo a magnitude da importância, porque se é o que se fala que dinheiro tem e o que falta é projeto, precisamos estar juntos e irmanados dentro de um conceito de Manaus. Já temos um ponto favorável, o governo e a Prefeitura trabalham de forma positiva em uma matriz, em um modal, que é o BRT (Bus Rapid Trânsit)”, destacou Wilker.

Barreto assegurou que a discussão do Plano de Mobilidade Urbana é uma discussão do Brasil, e o atraso na entrega ocorreu, assim como houve nas cem maiores cidades. O vereador assegurou, ainda, que chega ser desestimulante estarem se debruçando sobre uma matéria tão importante, sem perspectiva de os recursos saírem. “Todo dia não consigo mais ficar assombrado, estou em estado de choque com os números da economia, quando o Governo trabalha em pressão psicológica, já na contramão, diante de uma situação econômica tão grave que o Brasil atravessa”, disse.

Para Wilker Barreto, qualquer investimento a ser feito na mobilidade urbana será melhor do que deixar como está. “Esta casa tem prerrogativa de modificar o plano”, disse ele destacando que o Regimento Interno faculta à Câmara a discussão em cinco dias úteis, mas o Plano será discutido em 30 dias. “Temos que pensar em Manaus e não em bandeiras políticas. Temos que irmos juntos com o prefeito entregar o Plano de R$ 2,5 bilhões ao Governo Federal. O governo estadual disse que a Prefeitura pode contar com a sua capacidade de endividamento. Porque as chances desse dinheiro virem para Manaus é nenhuma, se não for por meio de empréstimos. Precisamos do espírito público do Governo Federal para que libere os empréstimos”, disse.

Wilker Barreto assegurou, também, que se as discussões do Plano forem interrompidas, depositará o ônus aos irresponsáveis que não tiveram maturidade para discutir o projeto de forma técnica. “O que precisamos saber é se teremos dinheiro para enfrentar os próximos 20 anos. Se houve falhas em qualquer tipo de execução, cabe a nós corrigir possíveis erros”, completou.

Contingenciamento

O presidente da Câmara também comentou em seu discurso o fato do contingenciamento de recursos do Governo Federal atrapalhar o desempenho das eleições de 2016.

Wilker disse ser estarrecedor e contra toda uma história democrática, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anuncia que talvez, se caminhar desta forma, haverá um retrocesso no processo eleitoral no Brasil. “Não consigo imaginar às eleições de 2016 serem um retrocesso para nossa democracia. O que me dá muita angustia, da forma como está, o perigo é iminente. É real. Estamos trabalhando com déficit de mais de R$ 100 bilhões. Como vamos melhorar a capacidade de um País, se o empresário olha e vê que o Governo não faz sua parte”, completou.

O presidente da Casa ressaltou, também, que o secretário executivo do Planejamento do Governo Federal anunciou a estratégia do Governo para os próximos meses de não pagar às contas de água e luz. “E não pagará. Para mim isso não é gestão, não pagar seus compromissos não é enxugar a máquina, é mostra de incompetência”, argumentou.

Mario Dantas