VIVER SOB BOMBAS

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Ademir-RamosQuanto mais o governador retarda a tal Reforma prometida em grande estilo a conjuntura fica mais complicada relativo aos processos de gestão das políticas públicas.

A semana vem carregada de surpresas, que podem muito bem cair sob as nossas cabeças, provocando danos matérias com graves mutilações na estrutura política do Estado. Em Brasília, a Coalizão Democrática, que propugna pela Reforma Política Popular fará na quarta-feira (25) uma grande concentração na Câmara Federal mediado pelos políticos que apoiam a iniciativa dos Movimentos Sociais, tendo a frente à Deputada Luiza Erundina (PSB-SP). No Amazonas, o governador José Melo (PROS) criou uma grande expectativa sobre a Reforma Política a ser feita, tentando enxugar a máquina visando garantir uma economia de aproximadamente 900 milhões de reais por ano.

Volta-se mais uma vez a falar que o governador estaria enviando a Assembleia Legislativa do Estado o Projeto da Reforma para ser discutido e aprovado se assim for. O torniquete da Reforma vem provocando em algumas Secretarias de Estado agonia administrativa porque os apaniguados acham-se os escolhidos para determinadas funções por ser amigo do rei e por isso bafejam ameaças contra os servidores mesmo antes de qualquer definição legal.

Quanto mais o governador retarda a tal Reforma prometida em grande estilo a conjuntura fica mais complicada relativo aos processos de gestão. Tudo foi feito de cima pra baixo, os próprios secretários não foram ouvidos e nem tampouco informados sobre a matéria gerando constrangimento junto aos meios de comunicação. Em assim sendo, é possível que se faça junto aos Deputados alguma forma de pressão popular como já se registrou referente à permanência da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas e da Secretaria de Estaddo de Ciência e Tecnologia.

Os iluminados dizem que se trata “apenasmente” de uma Reforma administrativa outros dizem que é política sim porque já está arrumando a casa para 2016, quando o Melo pretende esvaziar a força de Eduardo Braga (PMDB) no interior do Estado, que está com a “babita” do Ministério das Minas e Energia pronto para operar politicamente e se fortalecer junto as Prefeituras Municipais. Eu fico com a versão do Secretário de Fazendo Afonso Lobo, que afirmou com todas as letras: “acredito que no segundo semestre já teremos um novo quadro mais otimista para a economia brasileira”. A declaração do Secretario é uma ducha fria nas previsões dos profetas do caos, que justificam o torniquete da Reforma Melo.

Além de toda esta longa pauta, a Semana encerra com os debates sobre os 48 anos do projeto da Zona Franca de Manaus, mobilizando forças para garantir o pleno funcionamento desta autarquia como agência de desenvolvimento regional primando por sua autonomia e governança, em respeito aos estatutos do seu Conselho Administrativo, na busca de novos investimentos na área de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) com ressonância na qualidade competitiva das empresas do Polo Industrial de Manaus, na perspectiva do pleno funcionamento do Centro de Biotecnologia da Amazônia, beneficiando diretamente os seus trabalhadores de forma justa e sustentável, combatendo a pobreza e a desigualdade social e regional.

Roberto Brasil