Violência Doméstica ainda é a maioria dos casos na Subsecretaria da Mulher

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Da Redação – Nesta sexta-feira (12), foi realizada uma homenagem às mães na Subsecretaria Municipal de Políticas Afirmativas para as Mulheres. Lá foram ministradas palestras, disponibilizados serviços de saúde e embelezamento em parceria com os Amigos Solidários. A iniciativa foi da Subsecretária, Socorro Sampaio, tendo contato também com a participação do Secretario da Semasdh, Elias Emanuel, além de outras instituições.

A coordenadora dos Amigos Solidários, Rosa Nobre, parabenizou à toda a equipe de profissionais e agradeceu a parceria com à Subsecretaria em benefício das mulheres.

Casa Abrigo para as vítimas de violência

Segundo Socorro Sampaio, em apenas quatro meses muitas mulheres que visitam a Subsecretaria atravessam diversas dificuldades, sendo a maioria casos de violência doméstica. “São 56 mulheres acompanhadas pela equipe em casos de guarda compartilhada, divórcio, brigas, consultas médicas e outros, muitos casos de violência não são denunciados e orientamos e acompanhamos. Muitas não têm nem o 1º grau completo e oferecemos cursos de capacitação para aceder ao mercado de trabalho”, disse.

“A demanda é muita na Subsecretaria da Mulher, especialmente nos bairros e um dos desafios é de conseguir aprovar o Projeto para conseguir uma Casa Abrigo que ampare as vítimas de violência doméstica, ou um Auxilio Aluguel que já existe em vários outros estados do Brasil”, salientou Socorro Sampaio.

“A força interior da mulher vem de dentro, dos problemas, das dificuldades pela qual atravessa e que não pode apagar o brilho da pessoa humana”, foi assim que a Psicóloga da Subsecretaria, Gilanne Mello, começou a sua apresentação a um grupo de mulheres e onde várias mulheres relataram suas histórias de violência e dificuldades.

Falta trabalhar ainda o agressor na Lei Maria da Penha

Para a Coordenadora Geral do Centro de Referência de Amparo à Mulher Vítima de Violência Doméstica (CRAMER), Silvana Colares, o tema da violência doméstica ainda continua sendo um problema para a sociedade. “Falta educação nas escolas, pois a violência ainda é reproduzida de pai para filho como uma coisa natural. Tem de ensinar as crianças a tratar com amor à mulher e as pessoas em geral. A Lei Maria da Penha falta trabalhar muito no caso do homem agressor com tratamento médico e outras medidas para tentar a sua mudança ou sensibilização. Também precisa de acompanhamento do judiciário nos casos de violência”, salientou Silvana.

Dentre as atividades desenvolvidas pelo Cramer está o Projeto Minha Casa Minha Vida, um conjunto habitacional a ser construído para as vítimas de violência doméstica e que ainda espera autorização da Caixa Econômica. Já passaram mais de cinco mil mulheres desde que esta instituição foi fundada (2010) e que agora trabalha em parceria com a Rede de Proteção à Mulher, localizada no bairro São Francisco, disponibilizando serviços de psicologia, jurídico e encaminha aos órgãos competentes os casos registrados. (Mercedes Guzmán)

Roberto Brasil