Vereadores preferem não comentar sobre as eleições antecipadas na CMM

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cmmDa Redação – A eleição do novo presidente da Câmara Municipal de Manaus, que foi abordado meses atrás pelo Blog da Floresta, volta à pauta da mídia local, mas os parlamentares preferem ser parcos e esperar o pleito eleitoral, não acreditando numa eleição antecipada, mas indicam que conforme o calendário será debatida no final de outubro. Muitos nomes são indicados pelos corredores da Casa para ocupar o cargo do próximo presidente, no entanto nada está confirmado.

Muitos parlamentares não querem antecipar nenhum comentário sobre quem será o próximo presidente desta casa legislativa, todos coincidiram em esperar as eleições passarem para debater com calma este tema. O vice-presidente e vereador Sildomar Abtibol (PROS) disse que não é candidato por decisão própria e que vai esperar o debate e o consenso dos parlamentares. Da mesma forma decidiram esperar para comentar os vereadores Dr. Gomes (PSD), Rozenha (PSDB) e Dr. Isaac Tayah (PSD), dentre outros.

O vereador Jornada disse que no atual cenário político é muito cedo para falar do assunto “temos que esperar passar o pleito eleitoral para depois em novembro continuar com esta discussão, é o que deve ser feito de lei, acredito deva acontecer somente no final do ano”.

Relação com sociedade ainda é sofrível

A matéria é ainda prematura para o vereador Waldemir José. “O debate deverá ser temático e não personalista. Deve ser no sentido de analisar que CMM temos e qual queremos. A Câmara é um anexo do poder executivo e precisamos de uma casa legislativa de maior qualidade técnica, onde as comissões possam subsidiar a qualidade do debate. Aqui se produzem muitos projetos, sem relação fortalecida com a sociedade, do jeito que está serve só aos interesses da maioria e se esta se perpetua no poder, pode ficar no mesmo rumo que se encontra”, disse o parlamentar petista.

Para o  vereador é sofrível a relação da sociedade com a CMM. Segundo ele, isso acontece porque a população tem a imagem errada dos parlamentares como sendo criminosos e quando ela [população] é convidada para o debater e participar nas audiências para consolidar uma relação, a presença é mínima. “O trabalho não deve ser encarado de forma burocrática, deve-se pensar numa estratégia para resolver esta situação”, salientou. (Mercedes Guzmán – Foto: Áida Fernandes)

Roberto Brasil