Vereadores criticaram corte na saúde e na cultura feita pelo Estado

By -

CMMDa Redação – Após o anúncio do governador José Melo das novas medidas de enfrentamento à crise econômica no Estado com as quais pretende economizar, até o final do ano, cerca de R$ 500 milhões, com cortes de gastos na saúde entre outros setores da administração pública. O BLOG DA FLORESTA ouviu nesta segunda-feira (23) alguns vereadores na Câmara Municipal de Manaus que fizeram criticas sobre tais decisões.

Ver. Ewerton Wanderley

Ver. Ewerton Wanderley

O vereador Everton Wanderley (PPL) disse que o anúncio do corte pegou de surpresa a todos. “Por se tratar de uma situação muito social, a demanda da população é muita. A crise afetou os trabalhadores e no Distrito Industrial houve muitas demissões. Muita gente não tem mais planos de saúde e muitos migraram para o SUS. Iremos convidar o secretario de estado de saúde, Pedro Elias, para tomar conhecimento da atual realidade. As consequências são em efeito cascata e irá afetar a todos”, disse o parlamentar.

Outras gorduras devem ser cortadas

Ver. Waldemir José

Ver. Waldemir José

Segundo o vereador Waldemir José, o corte é inoportuno, insensato e desequilibrado. “Não podemos aceitar que não há recursos para a saúde. Outras iniciativas do Governo do Estado devem ser descartadas. O governador Melo tem que perceber isto e dar um passo atrás. O mais grave é o desativamento da Policlínica Cardoso Fontes que recebe pessoas não apenas de Manaus, mas também do interior. A saúde primaria é responsabilidade do município e as decisões devem ser discutidas para resolver os problemas. Vamos propor uma audiência pública com o secretário de estado de saúde e representantes do Ministério Público para ver esta questão”, destacou.

Ver. Socorro Sampaio

Ver. Socorro Sampaio

“Cortar recursos na área de saúde é perigoso, pois a demanda é muita dos serviços, as unidades foram motivo de muita luta e estamos tristes porque eu acredito que nos precisamos participar dessas decisões e quem sabe ajudar a procurar as melhores soluções. As áreas de saúde e educação são estratégicas e no caso do Hospital Cardozo Fontes, centro de referencia para a tuberculose, nosso estado têm a maior taxa do país, esta doença mata e não penso seja o caminho de fechar estas unidades”, salientou a vereadora Socorro Sampaio (PP). 

A festa do boi deve continuar

Ver. Arlindo Júnior

Ver. Arlindo Júnior

“A gente tem que falar da situação do Brasil para entender. Sabemos que é difícil, mas aqui o Amazonas a gente está sofrendo mais com esta crise. É triste ver. A gente fica sem saber o que fazer. Vou conversar com o Governador, mas acabar com o festival folclórico isso nunca. Tenho certeza que temos outras coisas onde cortar. Se os bois só levam dois milhões de reais para onde vão os outros 16 milhões de reais? Se é necessário cortar regalias, vamos cortar. vamos cortar as gorduras, mas não podemos deixar de fazer a nossa festa. Nossa cultura que é o cartão postal do Amazonas para o turismo. Como artista e parlamentar iremos procurar uma saída, mas iremos defender o nosso boi bumbá”, disse o vereador Arlindo Junior (PROS). (Mercedes Guzmán)

Roberto Brasil