Vereador propõe Audiência Pública para debater situação do aterro sanitário em Manaus

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“O objetivo é além da proteção ambiental, ver o aproveitamento energético”, salientou Professor Fransuá

Da Redação – Nesta terça-feira (28), o vereador Professor Fransuá (PV) falou no plenário da Câmara Municipal de Manaus, sobre a necessidade de realizar uma audiência pública para debater a situação do aterro sanitário da capital amazonense, o objetivo é além da proteção ambiental, seria ver a possibilidade do aproveitamento energético pela empresa Marquise Ambiental responsável pela construção do aterro.

“Lixo hoje é um problema no mundo todo, mas em Manaus nós temos o nosso aterro público e privado mantido pela Marquise. Queremos chamar esses atores, tanto a Secretaria que controla este aterro e todas as outras secretarias e órgãos relacionados com isto, para debater e cobrar situações, ter respostas aos questionamentos da Comissão de meio ambiente da CMM tem. Vamos convocar e fixar data para realizar uma Audiência Pública, o objetivo é além da proteção ambiental, ver o aproveitamento energético”, salientou o Presidente da Comissão do Meio Ambiente da CMM, vereador Professor Fransuá.

Segundo o parlamentar, os moradores da área onde está instalada a Marquise, próxima ao Ramal da Cachoeira do Leão, estão preocupados pelo impacto a causa da contaminação nos lagos próximos. “Inclusive a licença do IPPAM está vencida. Vamos convocar as lideranças da comunidade, ouvir o órgão fiscalizador e queremos um debate”, disse.

“É um absurdo permitir a construção de um aterro na nascente do rio Tarumã”, frisou o Coronel Gilvandro Mota

“O Partido Verde (PV) no Brasil e no mundo defende o aproveitamento limpo, inclusive nas capitais mundiais (Japão, China, EEUU) estão abastecidos pelo lixo que é gerado. Todos os domicílios de Manaus poderiam ser abastecidos pelo gás gerado pelo lixo, isto pode ser aproveitado pela empresa e assim diminuir a conta de energia dos usuários também. Segundo me disseram esta discussão estaria tendo avances na Prefeitura de Manaus vamos convocar as secretarias”, finalizou o vereador Professor Fransuá.

É um absurdo permitir a construção do aterro sanitário

“Olha nos estamos falando de um aterro que havia sido licenciado pelo IPAAM (localizado no Km03 BR 74) e minha opinião é a de todos os brasileiros, de todos os ambientalistas, é um absurdo permitir a construção de um aterro na nascente do rio Tarumã, que vai contaminar e prejudicar as 400 famílias que vivem da agricultura nesta área, o comercio, os balneários utilizados pelos turistas. Enfim, um conjunto de problemas é a causa deste aterro e que as autoridades precisam ter um melhor discernimento”, salientou o vereador Coronel Gilvandro Mota (PTC).

“Me parece nefasto, sórdida por parte da empresa, que se presta fazer alguma coisa nesta área de 10 quilômetros, contaminando o meio ambiente e arriscando a saúde dos moradores”, finalizou o parlamentar. (Mercedes Guzmán)

Roberto Brasil