Vanessa Grazziotin sobe à tribuna para defender a “presidenta inocenta”

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“Veja o vídeo espantoso”, convida o jornalista Celso Arnaldo Araújo, autor do indispensável Dilmês ─ O idioma da mulher sapiens. “O inocente era inocente até prova em contrário. Agora é culpado por ter topado com a Vai Nessa Grazziotin”. A senadora pelo Amazonas já é um exotismo espantoso: num mundo em que o comunista parece mais antigo que o espartilho, continua achando que o PCdoB tem futuro e que o capitalismo é coisa do passado. Mas nem Vanessa imaginava que, em matéria de assombros, superaria a Assombração do Alvorada.

“Analise o conteúdo, porque uma presidenta inocenta está sendo retirada do poder por mera decisão política de uma maioria circunstancial”, derrapou espetacularmente na sessão desta terça-feira, durante outra discurseira berrada para tentar esticar o mais demorado velório da história do Brasil. Vanessa Grazziotin precisou de apenas 17 palavras e sete segundos para proclamar a inocência de uma culpada de carteirinha e rebaixar à categoria de “maioria circunstancial” os 80% de brasileiros que exigem a imediata devolução de Dilma Rousseff ao recesso do lar.

Essas duas mentiras não passam de pecados veniais se confrontadas com o espantoso “presidenta inocenta”. Ao juntar dois palavrões, a senadora que grita até quando sussurra assassinou a língua portuguesa, torturou a poesia com a rima mais pobre de todos os tempos e confirmou que o neurônio solitário é contagioso.

É nisso que dá conversar com Dilma todos os dias.

(Com Coluna Augusto Nunes)

Roberto Brasil