Valdemir Santana acredita em uma decisão favorável da corte do trabalho para reintegração da diretoria ao seus devidos cargos

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A diretoria eleita do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal), reuniu a imprensa de Manaus, na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT-AM), em Educandos, Zona Centro Sul, para falar sobre a decisão judicial a ser tomada nessa quarta-feira (30), no Tribunal Regional do Trabalho, a respeito do agravo regimental que pede a volta ao cargo de todos os 80 componentes da diretoria afastados depois da intervenção ocorrida no último dia 26 de setembro.

Sobre a decisão, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e da CUT-AM, Valdemir Santana, disse confiar na Justiça e em uma decisão favorável da Corte do Trabalho em favor da reintegração da diretoria ao seus devidos cargos.

De acordo com Santana, a diretoria foi afastada baseando-se principalmente na ausência da prestação de contas de 2016, poucos meses depois da posse. Eles assumiram dia 25 de janeiro de 2016 e só poderiam publicar suas prestações de contas em 2017. Até 2015, o sindicato está regular.

Em outra denúncia, constava que o Balneário dos Metalúrgicos, no Km 25, da AM-10, rodovia que liga Manaus Itacoatiara, teria sido vendido a terceiros, mas todos os finais de semana, o clube está sendo ocupado por trabalhadores do Distrito Industrial e, hoje, servindo de ponto de encontro dos empresários, que formam a Junta Governativa do Sindicato. “Todo domingo eles estão reunidos lá”, disse, acrescentando que são os mesmos que afirmam que o balneário não pertence mais à categoria.

Entretanto, o Balneário está correndo o risco de ser penhorado. Valdemir confirmou que a Junta Governativa não está pagando as parcelas do acordo feito com o INSS, para que o Clube da categoria não fosse penhorado pela justiça federal. Ainda faltam cinco parcelas.

Mas o que mais vem pesando nesse processo de intervenção no Sindicato dos Metalúrgicos, são as agressões verbais ao presidente e à sua família, à pessoa próxima a eles. A difamação descabida promovida pela Junta Governativa tem um endereço: denegrir a imagem do presidente e tentar induzir a justiça ao erro.

Os membros da Junta Governativa, segundo Santana, coincidentemente, é composta por ex-diretores, empresários e prestadores de serviços à multinacional LG da Amazônia, inclusive o presidente do colegiado que dirige a entidade neste momento é o empresário, Adriano Mendes, dono da empresa de componentes Home, fornecedora da LG. De toda o grupo de interventores, apenas um é trabalhador, Sérgio Nunes de Souza, o restante são empresários e comerciantes.

Sobre a existência de um braço político apoiando a Junta, Valdemir disse que não acredita nisso, sim em um grupo empresarial tentando tirar proveito da movimentação financeira em torno dos trabalhadores, como: PLR (Participação nos Lucros e Resultados), que tem previsão de movimentar algo em torno de R$ 160 Milhões/ano, para 70 Mil trabalhadores, a venda de Planos de Saúde, na média de R$ 84 Milhões, alimentação através das cozinhas industriais, a negociação da data base da categoria, entre outros benefícios.

A Junta Governativa formada por empresários, que está no Sindicato para fiscalizar as relações de trabalho dentro da Indústria, é uma contradição injustificável, até porque, estará fiscalizando a eles próprios, em favor do trabalhador. Nesse sentido, o presidente Valdemir Santana, justifica que a Justiça estará avaliando essas contradições e a jurisprudência do caso, existente na própria corte, no Tribunal Superior do Trabalho e no Supremo Tribunal Federal, segundo a qual diretorias democraticamente eleitas para entidades sindicais não podem ser afastadas sem ter o amplo direito de defesa respeitado.

Mario Dantas