LULA, MELO E AMAZONINO

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O mês de maio, politicamente, veio arrebentando com os pilares da política no Brasil e no Amazonas. Começou com a cassação do mandato do governador do Amazonas José Melo (Pros), toda a chapa foi pro beleleu, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou eleição suplementar agora em agosto. No dia 10, o Lula, presidente de honra do PT, é notificado pelo Dr. Sérgio Moro, a comparecer em Curitiba, no interrogatório para prestar esclarecimentos sobre supostos delitos que ele vem sendo acusado relativo à estrondosa corrupção na Petrobras, recebimento de propina milionária em forma de bens e em espécie, foi uma zorra total. Na mesma quinzena, o ex-governador do Amazonas, Amazonino Mendes, o Negão (Pdt) que desponta nas pesquisas como favorito a eleição suplementar baixou ao hospital e os blogs capitalizados pela grana dos concorrentes resolveram matar o Negão. Foi um bafafá só, os familiares e amigos vieram a público desfazer a farsa e proclamar por todo canto que o Negão está vivo, subindo pelas paredes, doido pra encarar nas urnas venha quem vier.

E O MELO: A partir do dia 4 de maio de 2017 com mandato de governador cassado por crime eleitoral, o Melo ganhou passagem de ida para o Balatal, sendo multado judicialmente e banido da política, não podendo concorrer a cargo nenhum pelo período de 8 anos. Ao contrário do Lula, que arregimentou milhares de seguidores pras ruas de Curitiba no dia do seu interrogatório, o governador José Melo muito antes de ser banido já se encontrava vivendo na solidão do poder pela sua opção de reduz o público a corporações aditivas aos interesses familiares.  A sua gestão fora comparada a um grande elefante por ser demasiadamente pesada focada numa pratica privatista contando os centavos arrecadados para repassar aos fornecedores de sua preferência. Estático e imóvel o governo Melo caiu de inanição por afrontar as demandas populares e por instalar no governo do estado o regime de barracão caracterizado por uma prática do torniquete, valendo-se da crise para fazer caixa, enquanto o povo e principalmente os servidores encontravam-se a míngua. Tudo feito na opacidade, contrariando os valores republicanos como foi o caso da alteração do calendário de pagamento dos servidores públicos provocando transtorno nas contas destes trabalhadores. Por esta razão, condenado pela justiça eleitoral e pela indiferença popular deve vagar nas trevas do Balatal purgando seus vícios a merecer da história o julgamento devido.

POPULAR OU POPULISTA: Naturalmente que o ex-governador Amazonino Mendes, o Negão, não é unanimidade assim como Lula. Registram-se variadas críticas as suas praticas de governo, principalmente, junto aos jovens que se reportam muito mais no presente do que no passado. Contudo, no curso da história o Negão tem sido interpretado como um líder popular com grande capital eleitoral comprometido com educação, saúde, seguranças, cultura, enfim com o desenvolvimento local numa perspectiva nacional e global, deixando ao povo do Amazonas um legado que pode ser conferido tanto na rede de saúde como também no sistema educacional do estado a começar pela Universidade Estadual do Amazonas e todos os serviços prestados a capital e ao interior.   Às vezes também, o Negão é visto como populista quando fazem referencia aos programas oferecidos as populações desvalidas no estilo Bolsa Família. O fato é que, o Amazonino é um forte candidato a eleição suplementar agora em agosto, assim como o Eduardo, Marcelo, Arthur, José Ricardo, entre outros e nada absolutamente nada deva afastar do pleito que não seja da vontade dele e do povo do Amazonas. Eleição Direta Já.

Roberto Brasil