TRE-AM considera baixo número de 567 mil abstenções no primeiro turno

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Na visão do presidente do TRE-AM, desembargador Yêdo Simões (à direita), o número, ainda que alcance quase um quarto dos votantes, ficou abaixo da média nacional. Foto: Evandro Seixas

O amazonense só conhecerá seu novo governador no dia 27 de agosto, quando acontecerá o segundo turno das eleições suplementares. A disputa será entre Amazonino Mendes, do PDT, que teve 38,79% dos votos, e Eduardo Braga, do PMDB, com 25,28% dos votos. Contribui para este resultado, o número de abstenções. Ao todo, 24,33% da população votante do Estado  não compareceu às urnas, o que representa mais de 567 mil eleitores.

Na visão do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), desembargador Yêdo Simões, o número, ainda que alcance quase um quarto dos votantes, ficou abaixo da média nacional.

“Essa estatística é, em sua maior parte, composta por aqueles eleitores de difícil acesso que moram muito longe de uma zona eleitoral, ou seja, não votaram por problemas de locomoção”, disse o presidente do TRE-AM.

Para o diretor geral do TRE-AM, Messias Andrade, o número de abstenções foi motivo de orgulho diante das dificuldades de se realizar um pleito em tão pouco tempo. Segundo ele, o trabalho que seria normalmente realizado em mais de um ano, foi feito em menos de três meses.

“Levando em conta que estas eleições foram quase que uma surpresa para o eleitor, o número de abstenções mostra-se uma vitória diante das tantas dificuldades em se organizar um pleito tão em cima da hora”, afirmou ele.

Messias acredita também que, se não tivessem ocorrido tantos desencontros de informações, que ele classificou como “uma instabilidade jurídica por parte dos interessados na não realização do pleito”, o número de pessoas que deixaram de exercer o direito ao voto seria ainda menor.

“Fato é que o eleitor não sabia até ontem se ia haver ou não a eleição. O importante é que conseguimos realizar, e o número de abstenções foi tão baixo quanto ano passado, quando Manaus foi a capital do Brasil com o menor número de não comparecimentos no país, com cerca de apenas 5%”, comentou.

O diretor ressaltou ainda que o eleitor compareceu ao chamado porque queria eleger o seu candidato. “Primeiro teve a liminar do ministro Ricardo Lewandowski, passou a semana ai voltou a liminar, aí depois tivemos mais três processos para serem apreciados. Na quinta o ministro decidiu continuar com o pleito. Na sexta, entra uma contra-ação. Tudo isso causou uma confusão no eleitor, que mesmo assim deu a sua resposta, comparecendo de forma maciça”, concluiu ele.

Portal A Crítica

Roberto Brasil