Travessa Tabelião Lessa ganha portão para impedir o comércio irregular

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portao-tabeliao-lessa4A Prefeitura de Manaus instalou um portão na travessa Tabelião Lessa, ao lado do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no centro da cidade, para impedir que canoeiros continuem comercializando pescados de forma irregular no local. A ação foi uma parceria entre as secretarias municipais de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab) e de Infraestrutura (Seminf).

“A instalação do portão foi a alternativa encontrada para coibir a prática do comércio informal nesta área, conhecida como “Boca da Onça”, onde havia pescados sem procedência nenhuma, de maneira irresponsável e que coloca em risco a saúde da população. Infelizmente, as pessoas consomem esses produtos ofertados a baixo custo, porém de forma inadequada, sem a higiene e o armazenamento necessários”, explicou o secretário da Sempab, coronel Fábio Pacheco.

portao-tabeliao-lessa1Ainda segundo o titular da pasta, o espaço restrito será requalificado e utilizado para carga e descarga do Adolpho Lisboa. As pessoas que precisam deixar ou buscar mercadorias na Manaus Moderna também terão acesso, desde que façam o cadastramento junto a Sempab.

“Essa também é uma questão de segurança, porque aqui transitam todos os tipos de pessoas. Tínhamos problemas sérios com moradores de rua e alguns vândalos, por isso estamos retomando o controle do local, sob a responsabilidade do administrador do Mercado Adolpho Lisboa. Quero deixar claro que, de forma alguma, a prefeitura cobrará taxa para a liberação do acesso, o que faremos é o credenciamento de veículos e pessoas que realmente necessitam utilizar o local”, esclareceu Pacheco.

portao-tabeliao-lessa2Os canoeiros que comercializavam sem autorização na Tabelião Lessa  foram beneficiados, no mês de maio, com espaços na Feira Municipal do Coroado, localizada na Alameda Cosme Ferreira, zona Leste. No entanto, mesmo com os investimentos da Prefeitura de Manaus para retirá-los da informalidade, os canoeiros abandonaram a feira e voltaram para a ilegalidade.

“Agora eles são permissionários e possuem obrigações com o Município. Eles não podem simplesmente abandonar os espaços que lhes foi oferecido. Vamos convocá-los para uma reunião na Sempab para sabermos o motivo pelo qual deixaram a feira. Após a apuração, eles poderão ser punidos conforme a Lei 123/2004, que prevê punições que vão desde a aplicação de multas até a perda do Termo de Permissão de Uso”, finalizou o secretário da Sempab.

Roberto Brasil