Trabalhadores urbanitários fazem nova manifestação contra a privatização da Eletrobrás distribuição Amazonas

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Amanhã (27), os trabalhadores (as) da Eletrobrás Distribuição Amazonas farão novamente Ato Público no centro de Manaus contra a privatização da referida empresa. A manifestação ocorrerá nos sete Estados onde as empresas de distribuição estão sob ameaça de privatização: Amazonas, Rondônia, Acre, Goiás, Alagoas, Roraima, Piauí. Os protestos também ocorrerão em Brasília.  Nesse dia, ocorrerá reunião do movimento sindical e sociais com representantes do Governo Federal em Brasilia para tratar sobre a privatização das empresas do setor elétrico.

 

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) juntamente com outros movimentos sociais têm realizado manifestações em Brasília contra a referida privatização, a última foi no dia 12 de janeiro, quando houve ocupação do Ministério de Minas e Energia.  No dia 19 de janeiro as lideranças do movimento foram recebidas pelos Ministros da Casa Civil e da Secretaria Geral da Presidência da República, Jaques Wagner e Ricardo Berzoini, respectivamente.  Os líderes sindicais expuseram as justificativas contra a privatização das empresas e solicitaram a retirada das empresas do Programa Nacional de Desestatização (PND), assim como apresentaram proposta de criação de uma holding das respectivas empresas em questão.

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O Sindicato cobra uma posição do atual Ministro Minas e Energia, Eduardo Braga, que em campanha se comprometeu se unir na luta contra a privatização.  O Sindicato dos Urbanitários do Amazonas é radicalmente contra a privatização do Sistema Elétrico Brasileiro.  A privatização do serviço de energia elétrico no Estado do Amazonas será extremamente prejudicial para o desenvolvimento socioeconômico do Estado, principalmente para os 61 municípios do interior que necessitam deste serviço para implantações de políticas públicas em prol da população mais necessitada, o que não será possível com o sistema privatizado.

Além disso, a privatização precariza as relações trabalhistas com: demissão, aumento da terceirização, redução de direitos trabalhistas e fragiliza a segurança no trabalho vitimando trabalhadores. A privatização fará com que a população pague uma tarifa mais cara, e investimentos necessários não são realizados, foi assim que aconteceu nos Estados onde as empresas foram privatizadas.

Mario Dantas