Trabalhadores param Centro de Manaus em ato contra reformas

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Centenas de trabalhadores marcharam pelas principais ruas do Centro de Manaus, em protesto contra as reformas regressivas impostas do governo Temer como tentativa de fazer a classe trabalhadora pagar uma dívida que não é dela. A manifestação marcou o Dia Nacional de Lutas, Mobilizações e Paralisações, realizado em todo o Brasil nesta sexta (10). A marcha saiu da Praça da Polícia, passou pelas avenidas Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro, até encerrar na Praça do Congresso.

Na capital amazonense, o ato unificado dos trabalhadores reuniu também representantes de centrais sindicais, sindicatos, associações, movimentos sociais e populares e o segmento estudantil, todos empunhando cartazes e gritando contra a Reforma Trabalhista, que passa a vigorar neste sábado (11), e também contrários à Emenda Constitucional (EC) 95/17, a qual congela por 20 anos os investimentos públicos, imposição que já começa a afetar as instituições públicas.

Os manifestantes se posicionaram contrários ainda à Reforma da Previdência, em discussão no Congresso, ao Programa de Desligamento Voluntário (PDV) e levantaram preocupações com os ataques diretos à Educação.

Para o presidente da ADUA, professor Aldair Andrade, não há outra alternativa para além da luta contra o governo Temer. “Somente a classe trabalhadora é capaz de imprimir uma resistência significativa à retirada de direitos imposta pelo governo.  Só podemos avançar contra essa agenda regressiva, se começarmos a encontrar pontos de convergência na luta contra o capital”, afirmou o docente, fazendo referência à unidade apresentada, nesta sexta (10), pelas centrais sindicais, entre elas a Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), da qual a ADUA faz parte.

No mesmo sentido, o ex-presidente da ADUA, professor Alcimar Oliveira, mandou o recado da categoria durante fala no carro som, ampliando a responsabilização pela atual situação em que se encontra o Brasil. “É preciso dizer fora à quadrilha que neste país tem ocupado os poderes judiciário, legislativo e executivo. Somente a classe trabalhadora na rua, organizada, pode mudar os rumos desse país. E pra isso, é preciso sair do imobilismo. Só temos duas saídas dignas: lutar ou lutar!”, destacou.

Durante o ato, o representante da CSP-Conlutas no Amazonas, Gilberto Vasconcelos, afirmou que a classe trabalhadora está pronta para construir a resistência e um futuro decente para todos, apesar dos ataques. “As diversas mobilizações e a greve geral de 28 de abril deste ano demonstram claramente o que estou afirmando. Contudo, é preciso superar as direções tradicionais que insistem em promover a conciliação entre trabalhadores e empresários: não há como harmonizar interesses opostos. A Central tem clareza da importância de unir explorados e oprimidos para construir a unidade da classe trabalhadora e assim conquistar vida digna”, ressaltou.

O dirigente nacional do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Williams Vieira, destacou que o ato desta sexta é um chamado à unidade de ação. “Só a unidade da classe trabalhadora é capaz de derrotar os ajustes fiscais. Nós estamos vivenciados um época em que os ataques estão sendo costurados para acabar as universidades públicas e os institutos federais, com o corte de recursos. Por isso, é muito importante não deixar de ir às ruas lutar pelos nossos direitos. Não podemos retroceder!”, completou.

Ato Unificado

Além da CSP-Conlutas, participaram da mobilização contra o “pacote de maldades” do governo outras centrais sindicais, bem como entidades que compõem a Frente de Lutas Fora Temer, sindicatos de trabalhadores do setor público e privado, movimentos populares e organizações de juventude.

*Com imnformações da assessoria

Roberto Brasil