TJAM lança projeto Justiça sem Papel

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justica-sem-papelO presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador Flávio Pascarelli, lançou nesta quarta-feira (30), o projeto Justiça sem Papel que deverá reduzir em mais de 50% o uso de papel para impressão de certidões, ofícios, alvarás, citações, dentre outros documentos, que passarão a ser encaminhados por meio digital às instituições públicas que figuram como partes nos processos judiciais, já a partir desta quinta-feira, dia 1º de dezembro. Pelas estimativas iniciais, já haveria uma economia de quase R$ 2 milhões por ano, com a implementação do projeto que é pioneiro no Judiciário da Amazônia Ocidental. 

Para lançar o “Justiça sem Papel”, o presidente do TJAM, desembargador Flávio Pascarelli, firmou convênios com as instituições e baixou portarias para assegurar a substituição do envio de documentos físicos pelo meio digital. Nesta primeira etapa do projeto, a medida alcançará 100 entes públicos como Ministério Público, Defensoria, Secretarias de Estado e do Município, fundações, autarquias, Procuradorias (Federal, Estadual e Municipal), unidades prisionais, dentre outras, e também alguns dos grandes litigantes da iniciativa privada, como a concessionária de energia. 

Em janeiro de 2017, entrarão no projeto mais 100 empresas, somente do setor privado – como operadoras de telefonia, instituições bancárias, lojas de varejo e atacado, construtoras. 

Além de proporcionar economia para o Judiciário e ganho para o meio ambiente, o projeto vai trazer também maior celeridade processual, pois a documentação que, dependendo do caso, levava até 90 dias para que a parte fosse comunicada, a partir do deste 1º, através do envio por meio digital, o ofício, a citação ou outro documento poderão ser acessados de imediato. Para isso, a Divisão de Tecnologia da Informação do Tribunal desenvolveu uma área técnica, dentro do portal da Corte, no endereço www.tjam.jus.br, onde esses documentos serão acessados pelas empresas cadastradas no projeto, que já receberam login e senha. Todos os atos ficam identificados no processo. 

O que pretendemos é buscar alternativas, dentro dos recursos que dispomos, que nos permitam gerar economia para o Tribunal de Justiça do Amazonas e, ao mesmo tempo, melhorar o andamento processual, proporcionando maior agilidade ao trâmite dos processos judiciais”, afirmou o presidente do TJAM, desembargador Flávio Pascarelli.

O lançamento do projeto ocorreu na sala de reuniões da Presidência, com a presença do coordenador do projeto, juiz Roberto Taketomi; do diretor da Central de Mandados do TJAM, juiz Ronnie Frank Stone; e do diretor da Divisão de Tecnologia da Informação e Comunicação, Thiago Facundo.

Roberto Brasil