Tenharim acusados de triplo homicídio são transferidos para base da Funai

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A transferência dos acusados foi autorizada em novembro de 2014

A transferência dos acusados foi autorizada em novembro de 2014

Os cinco indígenas da etnia Tenharim presos por acusação de envolvimento na morte de três pessoas no sul do Amazonas foram transferidos da delegacia do município de Lábrea (a 702 quilômetros de Manaus) para uma base da Frente Etnoambiental da Funai (Fundação Nacional do Índio), que fica dentro da terra dos índios Hi-Merimã, considerados isolados.

A Terra Indígena Hi-Merimã faz parte da jurisdição de Lábrea. Da sede do município até a reserva, são cerca de oito horas de viagem de voadeira (pequena embarcação de motor) pelo rio Purus. Não há acesso via terrestre.

A transferência de Gilvan Tenharim, Gilson Tenharim, Domiceno Tenharim, Valdinar Tenharim e Simeão Tenharim da delegacia de Lábrea (onde não há presídio) para a Terra Indígena Hi-Merimã foi autorizada em novembro de 2014 pelo juiz Jéferson Galvão de Melo, que na época respondia pelo caso, pois acumulava a responsabilidade das duas Varas da Comarca de Humaitá.

Stef Pinheiro, Luciano Freire e Aldeney Salvado foram assinados em dezembro de 2013, em Humaitá

Stef Pinheiro, Luciano Freire e Aldeney Salvado foram assinados em dezembro de 2013, em Humaitá

Jéferson Galvão de Melo acatou pedido feito pela Procuradoria da Funai, que defendeu a transferência com base no Estatuto do Índio, legislação de 1973.

Na opinião de Galvão de Melo, devido à grande repercussão do caso, o julgamento deverá ocorrer em Manaus, capital do Amazonas, e não na cidade de Humaitá.

Acusação

Os cinco indígenas são acusados de homicídio, sequestro e ocultação de cadáver de Stef Pinheiro, Luciano Freire e Aldeney Salvador. Os três homens desapareceram no dia 16 de dezembro de 2013 na rodovia BR-230 (Transamazônica), no trecho dentro da Terra Indígena Tenharim-Marmelos, que fica no município de Humaitá, no sul do Amazonas, a 591 quilômetros de Manaus. Os indígenas negam serem os autores das mortes dos três homens. (Amazônia Real)

 

Roberto Brasil