Tabatinga começa a sentir os primeiros efeitos da cheia

By -
A cheia chegou mais cedo e surpreendeu muita gente

A cheia chegou mais cedo e surpreendeu muita gente

Da Redação – Localizado na tríplice fronteira de Brasil, Peru e Colômbia, o município de Tabatinga (distante 1.108 quilômetros em linha reta da capital amazonense) vem crescendo geográfica, econômica e socialmente. Hoje a cidade se tornou um grande centro comercial e um importante entreposto comercial, além de ser aprazível ponto turístico em plena floresta amazônica. Todavia, esse paraíso tropical já está sentindo os primeiros problemas com a enchente do majestoso Rio Solimões, que sobe praticamente 5 centímetros ao dia, levando preocupação as autoridades e a população que já se prepara para enfrentar mais uma enchente.

Segundo o secretario-geral da Associação Amazonense de Municípios e também prefeito do município do Juruá, Tabira Ferreira, a cheia chegou mais cedo e surpreendeu muita gente que aguardava pela vazante dos rios, mas que esse ano foi fraca ou quase imperceptível.

O prefeito de Tabatinga Raimundo Carvalho Caldas (PDT) está em Manaus mantendo contato com autoridads governamentais e principalmente na Defesa Civil procurando melhorias para atender a população que já esta sofrendo com a enchente. “Estamos atentos com a subida dos rios, principalmente com a situação do Japurá e do Purus, o que faz que se represe o Rio Solimões, forçando a elevação do nível do mesmo”, disse Raimundo Caldas.

O prefeito também mostrou preocupação com o abastecimento da sua cidade, pois toda a zona de várzea está submersa, comprometendo o abastecimento local. O problema já foi comunicado ao governo do estado e a Conab. Ele informa que se houver a necessidade ocorrerá entrega de cestas básicas, além da entrega de água potável e de remédios à população atingida pela enchente.

Um outro problema detectado pelo prefeito de Tabatinga é a dificuldade de se conseguir madeira para a construção de pontes e de marombas, já que devido a problemas ambientais com o Ibama e outros órgão não existe serrarias na cidade, existe serrarias em abundancia em território peruano, o que dificulta a aquisição do material para fazer o atendimento das famílias necessitadas. (Kennedy Lyra)

Roberto Brasil