Susam vai reestruturar programa de transplantes de fígado

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figado-transplanteA Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informa que o Programa de Transplantes de Fígado do Amazonas passará por uma reestruturação para ampliar a capacidade de atendimento. O secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza, explica que as medidas que serão adotadas nesse sentido incluem a melhoria da infraestrutura que hoje dá suporte ao programa, bem como o reforço da equipe de acompanhamento ambulatorial.

“Com a estrutura de que dispomos atualmente, temos condições de realizar, no máximo, um transplante por mês. As medidas que iremos adotar nos permitirão realizar um número maior de cirurgias do tipo, um ganho muito importante para os pacientes acompanhados pelo programa”, afirmou Pedro Elias.

Por conta das medidas de adequação que precisarão ser feitas visando esta nova etapa do programa, temporariamente não serão realizados, em Manaus, novos transplantes de fígado. A medida, no entanto, foi planejada de maneira a não causar prejuízos aos pacientes que precisam do procedimento e estão em acompanhamento no Ambulatório de Hepatologia da Fundação Hospital Adriano Jorge. A Susam informa que, durante este período, os pacientes que tiverem necessidade e havendo a disponibilidade de órgão compatível, o Governo do Estado dará o suporte necessário para a realização do transplante, em São Paulo, por meio do Programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

A coordenadora estadual de Transplantes, Leny Passos, destaca que a cirurgia de captação de fígado continua sendo realizada normalmente pela equipe, em Manaus, com a disponibilização do órgão para a fila nacional de transplantes. “Estamos finalizando um cronograma que nos permitará realizar a reestruturação do programa no mais breve espaço de tempo, para retomarmos os transplantes já com maior capacidade de atendimento”, afirma a coordenadora.

Ela ressalta que o serviço do Ambulatório de Hepatologia do Hospital Adriano Jorge permanece funcionando normalmente para acompanhamento dos pacientes, com equipe permanente e reforçada, sob a tutoria do Grupo Hepato, de São Paulo, e coordenação do médico Tércio Genzini.

Roberto Brasil