Sinetram e rodoviários discutem dissídio da categoria

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O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) se reuniu com representantes do sindicato dos rodoviários, nesta segunda-feira (25), para discutir propostas do dissídio coletivo dos trabalhadores. Durante a reunião não houve acordo e as negociações devem continuar. A data base da categoria é dia 1º de maio.

Atualmente o salário dos motoristas é de R$ 2.093,98, cobrador R$ 1.046,98, administrador de linha R$ 2.293,54, tíquete alimentação de R$ 12,50, vale-lanche de R$ 6,50, cesta básica de R$ 210,60 além do plano de saúde.
O assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, informa que os rodoviários querem um reajuste de 20%, porém, com a grave crise econômica por que passam o sistema de transporte e o país, é muito difícil um reajuste, muito menos nesse nível.
“Fizemos algumas reuniões com os rodoviários, porém ainda não houve acordo. É difícil haver reajuste dado o contexto atual. Mas vamos continuar as negociações com o sindicato para chegarmos a um acordo, de modo que ninguém seja prejudicado”, destaca Borges.
Liminar contra greve
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) acatou, na noite desta segunda-feira (25), o pedido feito pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e estabeleceu que 70% da frota operasse normalmente nos horários de pico caso o Sindicato dos Rodoviários realizassem algum movimento paredista nesta terça-feira (26). A medida visa evitar maiores transtornos à população usuária do transporte coletivo.
A decisão foi tomada pelo juiz convocado do TRT da 11º Região, doutor Adilson Maciel Dantas, o qual determinou ao Sindicato dos Rodoviários que mantenha 70% dos trabalhadores em atividade nos coletivos nos horários de  maior movimento. Caso houvesse o descumprimento da decisão judicial, o sindicato dos trabalhadores poderia ser multado em R$ 50 mil por hora e R$ 100 mil por empresa, caso impedisse a saída dos ônibus.

Áida Fernandes