Sinetram apresenta inovações que vão otimizar o transporte coletivo de Manaus

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sinetram-inovacoes 01Visando melhorar o atendimento aos passageiros que utilizam diariamente o transporte coletivo de Manaus, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) apresentou nesta quarta-feira (1), algumas ações que serão implantadas nos próximos meses. Cerca de 900 mil pessoas utilizam o transporte coletivo diariamente.

Entre as melhorias estão a ampliação dos pontos de venda de crédito, que atualmente são 11 e passarão para quase 200, a criação de um aplicativo que permitirá ao usuário saber informações e o tempo estimado em que sua linha passará no ponto de ônibus que ele está. As duas melhorias estão previstas ainda para o segundo semestre de 2016.

Apesar da grave crise econômica por qual passam as empresas e o setor de transporte, atualmente as dez empresas que operam no transporte coletivo da cidade empregam cerca de nove mil colaboradores. Os custos do sistema apenas com mão de obra, combustível e manutenção dos veículos representam 76% dos gastos, seguido pelos custos administrativos que representam 24%. Ressaltando que mesmo com a crise, o setor de transporte foi o único que não demitiu colaboradores em Manaus.

sinetram-inovacoes 02“Há um esforço diário para mantermos o sistema em operação. Estamos com a tarifa congelada há três anos e ela não está cobrindo os custos de operação. Estamos fazendo alguns ajustes para que o sistema não entre em colapso. Vamos ver até quando, com essa tarifa de R$ 3,15, isso será possível”, explica o presidente do Sinetram, Carmine Furletti.

O Sinetram destaca, ainda, que entre de agosto de 2011, quando iniciaram os contratos, até 31 de março de 2016, a inflação, segundo o INPC/IBGE, foi de 39,76%. Por sua vez, os custos específicos do transporte coletivo em Manaus aumentaram em 49,91%.

Nesse período a tarifa em Manaus foi reajustada em apenas 14,58%, sendo que, no mesmo período, o reajuste foi de 50,73% em São Paulo, 39,62% em Belo Horizonte, 52% no Rio de Janeiro, 33,33% em Cuiabá, 48% em Curitiba, 38,89% em Porto Alegre e 37,50% em Fortaleza.

Roberto Brasil