Sinésio Campos convida órgãos públicos para debater implantação do Polo Naval

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Dep. Sinésio Campos

Dep. Sinésio Campos

O Polo Industrial Naval do Amazonas será um dos componentes fundamentais na estratégia de consolidação na Amazônia de projetos de desenvolvimento econômico e social sustentável, calcados nas potencialidades naturais que a região apresenta. O polo não resolve apenas um grande gargalo que há muito afeta a indústria naval local, que é a falta de uma área de terra adequada e regularizada onde se possa concentrar a cadeia produtiva do setor.

A existência do polo vai liberar a extensa orla de Manaus para novos projetos urbanísticos, valorizando a beleza natural, mobilidade, lazer e turismo, propõe ser um projeto macrorregional integrado, com impactos nas indústrias naval, náutica e offshore; navipeças e reparos; serviços logísticos integrados; transporte hidroviário, portos e terminais; mineração e fertilizantes; agricultura de alto rendimento; projetos para comunidade produtiva; capital intelectual para uma nova indústria e produtos industriais com selo verde.

Atualmente a cadeia produtiva naval do Amazonas tem cerca de 400 empresas, que geram mais de 13 mil postos de trabalho, com possibilidade de dobrar este número nos próximos três ou quatro anos.

De acordo com as orientações técnicas do projeto, o Polo Naval será implementado em duas etapas. A primeira prevê a instalação de 68 estaleiros: dois de grande porte, seis de médio e 60 de pequeno porte. Serão construídos em uma área de 38,8 quilômetros quadrados. A expectativa é que nesta fase sejam movimentados negócios de aproximadamente R$ 1 bilhão, com geração de 20 mil empregos.

A segunda etapa será implementada no período de 10 anos,  em uma área de 63,47 quilômetros quadrados. A área abrigará um grande estaleiro, cinco médios e 80 estaleiros de pequeno porte. Pretende-se gerar, nesta fase, 30 mil empregos diretos.

O Polo Industrial Naval do Amazonas implementará a construção de barcos esportivos e de luxo, lazer e turismo, além de flutuantes, balsas e pequenas embarcações. Terá estaleiros para reparos, náuticas e demais empresas da cadeia produtiva naval, dentre outras importantes novidades. A expectativa de faturamento do polo, em plena operação, é de R$ 15 bilhões por ano, enquanto hoje o faturamento fica entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão. Além de faturamento bilionário, a operação total do polo vai empregar 25 mil pessoas diretamente e 100 mil indiretamente, conforme dados da Seplancti.

O polo seria instalado no bairro Puraquequara, em parte da orla de Manaus, em uma região estratégica para as empresas do setor.

Roberto Brasil