Sífilis é tema de seminário promovido pela Susam, nesta terça-feira (20)

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sifilisA Secretaria Estadual de Saúde (Susam) promove nesta terça-feira (20), o “Seminário Estadual sobre Sífilis”. A atividade, que contará com a participação de profissionais de saúde, da educação e de entidades da sociedade civil organizada, é alusiva ao dia nacional de combate à doença, celebrado nesta data. Organizado pela coordenação estadual de DST/Aids e Hepatites Virais, que atua vinculada à Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), o seminário acontece das 8h30 às 12h, no auditório da FMT, localizada na avenida Pedro Teixeira, 25, no Dom Pedro.

De acordo  com o secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza, a programação incluirá palestras sobre “A importância do pré-natal no Controle da Sífilis Congênita”, “Manejo Integral da Sífilis Adquirida, Sífilis na Gestação e Sífilis Congênita”, “Experiências da Fundação Alfredo da Matta no Tratamento da Sífilis”, “Cenário epidemiológico da Sífilis e Estratégias para o Controle da Doença no Amazonas”.

A Sífilis é uma doença infecciosa que pode ser transmitida de uma pessoa para outra (nas relações sexuais sem uso da camisinha), por meio de sangue contaminado ou de mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto. “O uso do preservativo nas relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são medidas essenciais para prevenir e, quando for o caso, tratar precocemente a doença”, explica Silvana Lima, coordenadora estadual de DST/Aids e Hepatites Virais.

Silvana destaca que, neste ano, as ações da Coordenação de DST/Aids têm dado ênfase à prevenção da Sífilis Congênita (aquela transmitida da mãe para o feto). “Este tipo de Sífilis é prevenível, quando se identifica e trata de forma precoce e apropriada a gestante infectada e seu parceiro sexual”, explica a médica.

De acordo com dados da coordenação, no período de janeiro a julho de 2014, foram registrados  156 casos de Sífilis Congênita no Amazonas. Em 2015, nesse mesmo período foram 162 casos, representando um aumento de 3,7%. “A Sífilis congênita é um indicador de qualidade do pré-natal, portanto, o incentivo ao acompanhamento médico da gravidez, que é feito na atenção básica, tem de ser reforçado, para garantir o diagnóstico precoce da infecção e o tratamento oportuno, evitando que a doença seja transmitida da mãe para o filho”, frisou Silvana.

Tratamento – Em todo o Brasil, as redes pública e privada de saúde vêm enfrentando dificuldades com a falta de penicilina benzatina, o principal medicamento para o tratamento da Sífilis que, no caso do Sistema Único de Saúde (SUS), é ofertado gratuitamente. Os laboratórios produtores do medicamento alegam dificuldades de produção devido à escassez mundial no suprimento da matéria-prima. Silvana Lima destaca que, diante da situação, o Ministério da Saúde definiu protocolos que priorizam a utilização do medicamento para o atendimento de gestantes e recém-nascidos, com alternativas de tratamentos nos demais casos.

Roberto Brasil