Sidney Leite questiona silêncio do governo brasileiro em relação aos atos da Venezuela

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Dep. Sidney Leite

Dep. Sidney Leite

Do plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta terça-feira (24), o deputado estadual Sidney Leite (Pros) refutou o fato do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ter decretado por meio da Procuradoria a prisão do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, sob o argumento de golpe militar. Não satisfeito, o parlamentar disse que agora invadiram a sede de um partido político venezuelano.

Sidney Leite, que é defensor do estado democrático de direito, inclusive por uma imprensa livre, define esse tipo de atitude como um retrocesso nos dias atuais. “Não podemos aceitar que um país vizinho nosso haja dessa forma e fiquemos calados”, disse, lamentando que a presidente Dilma não tenha se manifestado no caso. “Não existe interesse econômico nenhum ou de outra natureza, que justifique o silêncio do governo brasileiro”, lamentou.

Sidney defendeu que a própria Assembleia Legislativa deveria se manifestar contrária a esse tipo de posicionamento, e mostrar que aqui no Brasil tem líderes políticos contrários a esse tipo de comportamento. “Quando nós vivíamos essa situação, vendo estudantes sendo presos, espancados, inclusive sendo proibidos de ouvir as músicas que queriam,  nos lamentávamos e nos posicionávamos”, mencionou.

Em aparte, o deputado estadual Abdala Fraxe (PTN) também considerou essa atitude “esdrúxula do ponto de vista formal e anacrônica do ponto de vista democrático”, o que o governo Maduro está imprimindo na Venezuela. O parlamentar também se disse preocupado pela falta de sinalização do governo brasileiro. “O Brasil teve nos seus quadros diplomáticos um águia de haia e hoje está resumido a uma ação de um “anão diplomático”, tendo em vista que o Itamarati está sendo comandado por um assessor especial que influenciou a cabeça do ex-presidente Lula e agora da presidente Dilma no campo diplomático”, assinalou.

Roberto Brasil