Sidney Leite pede intervenção do governo do Estado contra criação de estação ecológica em Maués

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Dep. Sidney Leite

Dep. Sidney Leite

O deputado estadual Sidney Leite (PROS), líder do governo na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), afirmou que irá pedir apoio do governo do Estado para intervir, junto ao Governo Federal, contra a criação da Estação Ecológica Alto Maués (Esec Maués), autorizada em decreto pela presidente Dilma Rousseff no dia 16 de outubro. Para o parlamentar, a criação da reserva foi autoritária e desnecessária, uma vez que Maués já possui uma Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS), uma Floresta Estadual, uma Floresta Nacional (Flona), além da Reserva Indígena do Marau e apresenta baixos impactos ambientais. Em seu discurso na manhã de ontem (29), na tribuna da Aleam, Leite disse que a população não concorda com a implantação da Esec e a mesma compromete o desenvolvimento econômico da região, uma vez que abrange uma área rica em minério.  O deputado ressaltou ainda que a estação tem como objetivo compensar os impactos ambientais causados pelo Complexo Hidrelétrico do Tapajós, no estado do Pará.

“São vários pontos que precisam ser levados em consideração. Primeiro, eu tenho certeza que o Governo Federal, por Meio do Ministério de Meio Ambiente, não cumpriu o rito de estudos de impactos com a criação desta unidade. Além disso, a divisão proíbe quem está no sul de ir pro norte, a não ser que tenha autorização e essa unidade foi criada sem ouvir as populações tradicionais, as autoridades municipais e estaduais. E foi tudo feito em pleno debate do calor eleitoral, em fim de governo. Ela é totalmente inadequada.”

 

A Esec abrange uma área de aproximadamente 670 mil hectares e pertence a uma das categorias mais restritivas do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), sendo exclusivamente destinada à preservação e realização de pesquisas científicas, com uma abertura para visitações de cunho educacionais.

De acordo com o deputado estadual Sidney Leite, que é e ex-prefeito do município de Maués, há anos a criação da Esec vinha sendo especulada e em todos os momentos, tanto o município, quanto o governo do Estado, os comunitários e a comunidade de forma geral se mantiveram contrários à decisão do Governo Federal que sinalizava para a implantação da estação.

Em 2011, após moção de repúdio assinada pelos vereadores da Câmara Municipal de Maués e os deputados estaduais da Aleam, novas discussões foram feitas e novamente houve sinalização contra a criação da estação por estar sendo tratada como uma forma de compensação, tendo em vista a concretização, naquele ano, do Complexo Hidrelétrico do Tapajós, no Pará, que levou a desafetação de sete unidades de conservação (UCs) federais e à perda de conquistas socioambientais até então alcançadas.

Mario Dantas