Sidney Leite defende redução das unidades de conservação no Sul do Amazonas

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Dep. Sidney Leite

A redução territorial das Unidades de Conservação (UC’s) criadas ano passado no Amazonas, pelo Governo Federal, foi defendida pelo deputado estadual Sidney Leite (PROS), na manhã desta terça-feira (21), no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O deputado alegou que a territorialização ambiental não levou em consideração os impactos socioeconômicos da região, onde centenas de famílias dependem da agricultura para sobreviver. 

“A presidente Dilma transformou, sem um estudo aprofundado e sem consultar devidamente a população, uma área de 2,697 milhões de hectares em áreas protegidas. Eu não sou contra a criação de unidades de conservação, acredito que é um instrumento ambiental importante, mas criar por criar não é o suficiente”, disse o deputado, ao denunciar que na Floresta Nacional do Pau Rosa, município de Maués, a proteção só serviu para impedir a produção rural local. “Mas os garimpeiros estão lá explorando minérios clandestinamente, causando impactos ambientais enormes que não aconteciam antes, cadê o ICMBio, cadê o Ibama?”, questionou Sidney. 

A proposta pela redução das UC’s está formatada em projeto de lei que já foi encaminhado pela bancada do Amazonas, em Brasília, ao Congresso Nacional. O documento pede a redução de 37,9% do território de quatro áreas de conservação. As unidades abrangem os municípios de Apuí, Manicoré, Santo Antônio de Matupi (distrito de Manicoré), Novo Aripuanã, Maués e Borba. Se aprovada pelo Governo Federal, o território protegido passa de 2,697 milhões de hectares para 1,772 milhões. 

De acordo com o deputado, na prática, a redução será menor. “Na realidade vai dar em torno de 7% porque a proposta da bancada prevê a mudança de categoria de algumas UC’s”, acrescentou Sidney ao declarar que considera a proposta justa. “Não podemos ficar de braços cruzados contra algo que atinge a economia e a vida de centenas de pessoas que vivem nessas regiões”, disse. 

O parlamentar ainda acrescentou que a criação das UC’s pela ex-presidente Dilma se choca com a política da Nova Matriz Econômica e Ambiental, que busca alternativas para a economia estadual no interior. “Não podemos permitir que decisões irresponsáveis comprometam o desenvolvimento do nosso Estado. O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) possui diagnósticos de forte potencial mineral numa área que hoje se encontra o Parque Nacional do Acari”, completou.

Roberto Brasil