Sexo não afeta desempenho de atletas olímpicos, diz especialista

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camisinha-dispensador-vila-olimpicaAfinal, sexo faz bem ou não para um atleta que está concentrado na Vila Olímpica para a disputa dos Jogos do Rio de Janeiro? Segundo o especialista em metodologia de treinamento desportivo e mestre em ciências na área de saúde Fabiano Gomes, outros fatores podem prejudicar muito mais um esportista de alto nível.

“Essa questão do sexo é relativa. Alguns acham que o esforço pode prejudicar o desempenho. Outros acham que os atletas têm até uma melhor disposição depois do ato sexual. Particularmente, não vejo problema algum. Lógico que o sexo instante antes de competir não é o ideal, mas na noite anterior não vejo problemas”.

A polêmica do sexo é presente nos Jogos Olímpicos. Só neste ano, cerca de 450 mil preservativos estão sendo distribuídos aos quase 17 mil atletas de todos os cantos do mundo, recorde. Desde os Jogos de Barcelona, em 1992, o assunto ganhou os holofotes antes das competições, com muitos atletas defendendo a prática antes de competir.

Fabiano alerta, no entanto, que outros fatores podem comprometer o desempenho de um atleta. É o caso da falta de sono. “Isso é extremamente prejudicial ao atleta. Uma noite mal dormida impede a recuperação muscular e implica na queda da performance. Além disso pode desencadear uma insônia e ansiedade”.

Sobre a ansiedade, o especialista alerta que o nervosismo é normal, mas que não pode ser em excesso. “Tem de ser natural, não aquela ansiedade que faz o atleta perder o sono e se alimentar inadequadamente. Em alguns casos provoca até desconfortos estomacais, o que seguramente vai comprometer a performance do competidor”.

(Com BAND)

Roberto Brasil