Setembro amarelo: prevenção do suicídio é tema de campanha realizada neste domingo em Manaus

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A cada 40 segundos, uma pessoa comete suicídio no mundo. No Brasil, em 2012, foram registradas 11.821 mortes por suicídio, colocando o país em 8º lugar entre as nações em número absoluto de suicídios. No Amazonas, dados do Mapa da Violência do Ministério da Saúde indicam que o número de suicídios cresceu 131,3% entre 2002 e 2012. Diante do quadro alarmante, um grupo de voluntários espíritas realizará, no próximo domingo (20), a campanha “Viver vale a pena – Suicídio, nunca!”, levando atividades de prevenção do suicídio e de valorização da vida à população de Manaus.

 

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A campanha faz parte do movimento mundial “Setembro amarelo”, que tem por objetivo contribuir para a conscientização da sociedade em torno do suicídio e da importância das ações de prevenção deste que é considerado um problema de saúde pública.

 

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A partir de 9h30, na Feira de Artesanato da avenida Eduardo Ribeiro, equipes de voluntários promoverão atividades esportivas e de lazer para crianças, jovens e adultos, além de atendimentos de prevenção em saúde, com medição de pressão arterial, dosagem de glicemia e orientação nutricional.

 

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O serviço de orientação e aconselhamento emocional também estará disponível durante toda a manhã, com equipes multiprofissionais preparadas para atender pessoas com problemas emocionais ou mesmo aquelas impactadas por um suicídio de familiar, amigo ou outra pessoa próxima.

 

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Palestras, atividades lúdicas, sorteio de brindes, panfletagem e uma caminhada pelas ruas do Centro da cidade também fazem parte da programação da campanha “Viver vale a pena – Suicídio, nunca!”. “Todas as atividades estão abertas à participação de todos. Quanto mais pessoas estiverem engajadas nesta mobilização pela vida, mais a sociedade como um todo se beneficia”, afirmou a coordenadora da campanha, Ariana Melo.

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É possível prevenir – De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 90% dos casos de suicídio podem ser evitados com o cuidado adequado. “A primeira coisa que precisa ser rompida é o preconceito com a doença mental ou o transtorno psíquico. Muitas pessoas deixam de procurar ajuda por medo de serem chamadas de loucas ou de terem sua dor desprezada”, aponta o médico psiquiatra Luiz Henrique Novaes.

Entre as medidas apontadas pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) como fatores que contribuem para prevenir o suicídio, além do atendimento adequado pelo sistema de saúde, estão o incentivo a espaços de promoção de saúde na comunidade, o uso estratégico da mídia para campanhas preventivas e esclarecimentos em escolas que problematizem o assunto, contribuindo para a desconstrução de mitos e tabus em torno da questão.

Áida Fernandes