Servidores do TRE-AM decidem por greve a partir da próxima segunda

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O movimento nacional já atinge 24 estados

O movimento nacional já atinge 24 estados

Em assembleia geral realizada no início da tarde desta segunda-feira (22), os servidores do Tribunal Regional Eleitoral no Amazonas (TRE-AM) decidiram entrar em estado de greve e anunciaram para a próxima segunda-feira (29) a paralisação de suas atividades por tempo indeterminado.

A adesão ao movimento nacional que já atinge 24 estados em todo o país visa forçar, no Senado, a aprovação do PLC 28/2015, que atualiza o Plano de Cargos e Salários dos servidores do Poder Judiciário da União, defasado há nove anos.

A assembleia aconteceu no auditório Nina Lins, bloco H da Universidade Nilton Lins, no Parque das Laranjeiras, e a decisão de aderir ao movimento grevista se deu por maioria absoluta de votos.

Semana passada, dia 18, os servidores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em Manaus aderiram ao movimento pela mesma causa, e os servidores da Justiça Federal no Amazonas também devem seguir o mesmo caminho ao longo desta semana.

Já aprovado pela Câmara dos Deputados, o PLC 28/15 deveria ter sido votado no dia 10 de junho, mas foi empurrado para o próximo dia 30. Por conta disso, os servidores do Poder Judiciário (Justiça Eleitoral, Justiça do Trabalho e Justiça Federal) acreditam que só um movimento forte e coeso poderá lhes trazer algum resultado positivo, visto que há muito tempo estão sendo “enrolados” pelo governo federal.

Eles reivindicam ao governo Dilma e ao Supremo Tribunal Federal a realização de um acordo quanto à disponibilidade orçamentária para aprovação e sanção do projeto de lei que recompõe as perdas financeiras da categoria. Na última sexta-feira (19), era esperado que o Executivo enviasse ao menos uma proposta de negociação ao Supremo, o que não foi feito, frustrando os servidores.

Prejuízos

De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça Eleitoral no Amazonas (Sinjeam), Bárbara Almeida, entre os serviços que devem ser afetados pela greve estão o cadastramento biométrico, as sessões de julgamento do pleno e atendimento nas zonas eleitorais, mas a definição de fato só poderá ser feita após a regulamentação do movimento por portaria da presidência do TRE-AM, com base na lei de greve.

“A partir de agora nós vamos cumprir os trâmites legais, comunicando oficialmente à direção do TRE-AM a decisão de paralisação, o que precisa ser feito com 72 horas de antecedência da deflagração do movimento, e também à sociedade de modo geral”, comentou lembrando que o Tribunal Regional Eleitoral atua tanto na capital quanto no interior, com cerca de 350 servidores.

Roberto Brasil