Servidores da Saúde fecham André Araújo em protesto por aumento salarial

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Cerca de 50 servidores de carreira de hospitais e institutos de saúde do Estado em Manaus iniciaram na manhã desta quarta-feira (15) uma manifestação por aumento de salários, progressão de carreira e pagamento de benefícios como ticket alimentação. Eles interditaram um trecho da avenida André Araújo, na Zona Centro-Sul da capital, no sentido Centro/bairro, em frente à sede da Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

“Estamos três anos sem correções salariais, sem progressão dentro do nosso plano de carreira, sem tickets alimentação. Sabemos que o Governo do Estado vem beneficiando outras secretarias como a de Segurança, que conseguiram ticket de R$ 600, a de Educação que conseguiram plano de saúde”, explicou Raniery Souza, membro do sindicado dos farmacêuticos.

Os manifestantes prometeram paralisar as atividades caso a Susam e o governo não respondam as reivindicações deles dentro do prazo de dez dias. “Nós estamos reivindicando que seja feita nossa reposição salarial, que está dando quase 25%, a volta dos nossos tickets alimentação e das nossas promoções dentro do plano de cargos e salários. Esperamos que o governo e secretaria nos respondam em dez dias. Se não tiver, teremos que tomar medidas drásticas”, afirmou Raniery.

Carregando cartazes e gritando palavras de ordem em um carro de som, os manifestantes faziam curtas interdições na av. André Araújo e depois retornavam às calçadas, causando um longo congestionamento na via. Um agente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) e uma guarnição da Polícia Militar acompanhavam o ato.

Entre os servidores presentes estavam enfermeiros, médicos, técnicos de patologia clínica, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e psicólogos de diversas unidades de saúde, como dos hospitais 28 de Agosto, João Lúcio e Adriano Jorge, e das fundações Hemoam, de Medicina Tropical, Alfredo da Mata e de Vigilância em Saúde.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Susam questionando sobre as reivindicações dos manifestantes e qual solução seria dada ao caso, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta. “Estamos fazendo uma manifestação pacífica com objetivo de alertar o governador. Se em dez dias não tiver resposta, teremos que tomar medidas drásticas”, disse Raniery.///PORTAL A CRÍTICA

Roberto Brasil