Serafim Corrêa se diz indignado com o arquivamento da CPI do Diesel

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“Agora, além do Ministério Público achar que está acima do STF, nós também, aqui da Assembleia, nos posicionamos da mesma forma”, afirmou Serafim

O deputado Serafim Corrêa (PSB) manifestou sua indignação com o arquivamento da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigaria o fornecimento e utilização de combustíveis no transporte coletivo de Manaus. A CPI foi “engavetada” nesta quarta-feira (3). O anúncio foi feito na abertura da sessão pelo presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), David Almeida (PSD), baseado na decisão da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Casa.

Da tribuna, Serafim mostrou por meio do telão do plenário Ruy Araújo, uma lista com todas as empresas que exploram o transporte coletivo, os valores dos subsídios e as devidas diferenças. “Agora, além do Ministério Público achar que está acima do STF, nós também, aqui da Assembleia, nos posicionamos da mesma forma, desobedecendo a instância superior. Ora, depois do protocolo, não é possível retirar as assinaturas. Queremos que se apure os fatos. Estamos nos sentindo enganados, lesados. A Secretaria de Fazenda fez a denúncia com dados inquestionáveis. Eles mostraram que o consumo de óleo diesel para a frota rodar era um. Sendo que nos meses de fevereiro e março de 2016, quando havia subsídio, e no mesmo período de 2017, esse consumo caiu mais de 1.700 mil litros. É um mosquito muito grande pra gente engolir. A gente tem que se engasgar”, reiterou. 

Serafim denunciou a existência de um grande acordo político que colaborou para o arquivamento da CPI e diz que confia no Judiciário. “Um determinado político pegou um telefone e começou a ligar, a fazer articulações e conseguiu arquivar uma CPI importantíssima. Isso é diminuir a Assembleia, diminuir a todos nós. Ano que vem tem eleição e talvez esse político que ligou pra meio mundo não vá se candidatar, só que ele está numa posição confortável.  Só que os que receberam o telefonema e que facilitaram essa ação, podem sofrer as consequências. Confio no mandado de segurança que pode reverter essa situação e quero reiterar minha confiança do Tribunal de Justiça. Pode demorar mais uma semana, mais um mês, e isso pode até fortalecer nosso pleito, já que poderemos ter os dados de abril e com certeza o consumo desse ano foi menor que o do ano passado. Esse elefante é muito grande pra que a gente deixe passar em branco. Respeito a decisão da CCJR, mas acredito que ela fez muito mal a todos nós. A Assembleia enquanto instituição, ficou pequena diante das manobras dos bastidores. Houve ameça a vereador de um lado, ação judicial de outro… a situação está clara para  sociedade. É impossível achar que isso é normal. No fim das contas, quem sofre é a população de Manaus que continua pagando uma tarifa mais cara”, completou o deputado.

Confira a íntegra do pronunciamento no link: https://youtu.be/EgfubNemUco.

Roberto Brasil