Serafim Corrêa propõe debate sobre crise na UEA

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Dep. Serafim Corrêa

O deputado Serafim Corrêa (PSB) apresentou um levantamento nesta terça-feira, 11, da receita e dos gastos dos últimos seis anos da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), retirados do site da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), onde mostram que os recursos recolhidos pelo Distrito Industrial não foram desviados do objetivo, qual seja manter a Universidade.

Serafim defende que haja diálogo para que o problema seja resolvido e a UEA não seja prejudicada. “O levantamento indica que, ao contrário do que estavam dizendo, não foram desviados recursos recolhidos pelo Distrito Industrial em favor da UEA. Nos últimos seis anos, a UEA gastou todo o dinheiro que o Distrito mandou e muito mais, razão pela qual a Sefaz teve que complementar.  Isso mostra que o problema é bem mais amplo do que se imagina. Não pode se dizer simplesmente que acabou o dinheiro, mas precisamos saber de onde vai sair o dinheiro. E nós podemos reduzir os recursos de outro órgão, que não seja tão necessário  e tão importante como a UEA. Por outro lado, executivos do Distrito reivindicam que  exista um conselho curador que  possa acompanhar  as despesas da UEA”, explicou o deputado.

O líder do PSB ainda disse na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) que além de diálogo é preciso transparência para solucionar o problema. “Precisamos ter uma visão mais clara e de controle. Este é o momento da grande virada na UEA, o momento da transparência, até para  que a sociedade tenha clareza de quanto custa a UEA. EM 2016, o Distrito entrou com R$ 295 milhões e o Governo do Estado entrou com mais R$ 45 milhões. Então, a UEA  dispôs de  R$ 345 milhões. Foi o ano que teve mais recursos em toda a sua história. Até agora, a UEA gastou R$ 172 milhões e acredito que até o fim do ano, esse número possa ultrapassar os R$ 345 milhões.  Isso precisa ser resolvido prontamente. Não podemos permitir o fechamento dessa universidade que é tão importante para a nossa região, mas todos têm que participar da solução, inclusive, a própria UEA”, finalizou Serafim.

Roberto Brasil