Senadores e presidente do STF reúnem-se amanhã para definir detalhes de sessão do impeachment

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Ricardo Lewandowski | Renan Calheiros

Ricardo Lewandowski | Renan Calheiros

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que conduz o processo do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado, deve ser reunir com líderes de bancada da Casa para definir detalhes da sessão de julgamento final da petista, afirmou o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Segundo o senador, a reunião deve ocorrer na manhã da quarta-feira para decidir, inclusive, se haverá sessões no decorrer do fim de semana. A previsão é que o julgamento tenha início no dia 25 de agosto, às 9h.

“Amanhã (quarta-feira) às 11h vamos ter uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal e com todos os líderes para, a exemplo do que fizemos da vez anterior (quando ia ser votada a pronúncia de Dilma), discutirmos um roteiro para o julgamento do afastamento da presidente”, disse Renan.

Embora tenha afirmado que a decisão sobre o funcionamento do Senado durante o fim de semana será tomada em conjunto, o presidente do Congresso não se opôs à ideia.
“Uma coisa é você fazer numa sexta-feira, numa segunda-feira, ou num final de semana… uma sessão de julgamento do afastamento da presidente da República. Uma outra coisa é você estabelecer outros procedimentos, como oitivas de testemunhas, discussão, participação da defesa ou acusação”, afirmou.

Questionado sobre carta que Dilma deve divulgar na tarde desta terça-feira, em que deve defender a convocação de um plebiscito para consultar a população sobre novas eleições e sobre reforma política, Renan afirmou que “na democracia, a melhor saída sempre é a saída constitucional”.

“Um plebiscito, novas eleições, não estão previstos na Constituição, então isso não é bom”, disse.

O parlamentar, que também preside o Senado, afirmou que deve ainda se reunir com líderes na tarde desta terça para definir uma agenda de votações na Casa, caso da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que desvincula receitas da União, que estará pronta para ser votada na quarta-feira.

(Com Reuters)

Roberto Brasil