Senado aprova repúdio a Venezuela após veto do país a Nelson Jobim

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Nelson Jobim

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O Senado aprovou uma moção de repúdio ao governo da Venezuela e de solidariedade ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Defesa Nelson Jobim.

A Venezuela vetou o nome de Jobim para acompanhar e observar as eleições parlamentares do país vizinho, marcadas para dezembro.

Ele foi indicado pelo Brasil para chefiar a missão de observadores da Unasul (União das Nações Sul-Americanas). Por causa da decisão, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desistiu de participar de uma missão de observação conduzida pelo órgão.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também repudiou a decisão do país vizinho e elogiou o presidente do TSE, José Dias Toffoli, sobre a questão.

A moção de repúdio foi apresentada pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). Ela foi subscrita por 30 senadores.

“Quero aproveitar a oportunidade para, em nome dos senadores, apresentar os nossos cumprimentos ao ex-ministro Nelson Jobim, a nossa solidariedade e repudiar, do ponto de vista do Senado Federal, esses obstáculos que a Venezuela coloca, com relação ao acompanhamento de um dos grandes brasileiros, meramente no acompanhamento de eleições na Venezuela. Quero também aproveitar para cumprimentar o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, pela iniciativa com a qual o Senado Federal concorda totalmente”, disse no plenário da Casa.

Aloysio, por sua vez, afirmou que o veto a Jobim representa mais um passo na escalada autoritária promovida pelo Executivo daquele país, além de ser “um insulto a uma das grandes figuras da política brasileira”.

Outros senadores também criticaram a decisão do país vizinho.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) afirmou que já apresentou na Comissão de Relações Exteriores um requerimento para convidar a Unasul a explicar as sucessivas interferências na democracia brasileira.

A senadora alega que elas são contrárias aos códigos internacionais de conduta celebrados na ONU (Organização das Nações Unidas).

“A Unasul tomou partido, recentemente, sobre qual deve ser o rumo político da democracia brasileira na atual crise. É a mesma instituição que vetou, de modo autoritário e arbitrário, a participação do ex-ministro da Justiça e da Defesa Nelson Jobim para chefiar os observadores das eleições”, disse. FOLHAPRESS

Roberto Brasil