Segundo turno vai custar mais R$ 1 milhão aos cofres públicos

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Para concluir a organização do segundo turno do pleito suplementar para governo do Estado do Amazonas, que acontece no dia 27 deste mês, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) aguarda receber, nesta semana, R$ 8, 5 milhões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o diretor-geral do órgão, Messias Andrade, o valor teve um acréscimo de R$ 1 milhão, por conta do alto valor das passagens aéreas para deslocamento de forças militares pelo interior.

Na terça e quarta-feira (8 e 9), Andrade esteve na sede do TSE, em Brasília, para apresentar os resultados da organização do primeiro turno da eleição, que aconteceu no último dia 6 de agosto. “No encontro, ficou acordado que o restante do valor para o segundo turno seria enviado nesta semana”, disse o diretor-geral, reforçando que sem o ajuste, o TRE teria que usar verba do orçamento extraordinário para arcar com as despesas de militares. “Não queremos comprometer nosso orçamento”. O novo valor deve ajudar ainda com custo de alimentação, pagamento de diárias a policiais e técnicos de urnas”, disse.

Conforme Messias Andrade, as urnas eletrônicas que foram deslocadas para os municípios do interior já retornaram para as cidades-polo, locais onde receberão nova carga, agora, com os dados somente dos dois candidatos ao pleito, Amazonino Mendes (PDT) e Eduardo Braga (PMDB). “Até o próximo domingo (20), as urnas já devem estar nos locais de destino, prontas para o dia da votação”, acrescentou. Ao falar sobre os pontos de transmissão de dados, Andrade comenta a existência de 260 pontos de divulgação de informações, 38 a mais em relação ao primeiro turno. Em 2016, foram utilizados 250 pontos de transmissão; em 2014, 280 e em 2012, 400.

Ao todo, o TRE deverá utilizar R$ 25 milhões para o pleito suplementar, valor empenhado em serviços diversos como logística, licitações e pagamento de mão de obra. Inicialmente, em maio, solicitou ao TSE o valor de R$ 18 milhões, em seguida,esse valor teve um acréscimo de R$ 6 milhões, por conta de uma tratativa entre o Ministério da Defesa e o TSE, para poder utilizar helicópteros para deslocamento de equipamentos para áreas remotas do Estado do Amazonas.

Em Tempo

Roberto Brasil