SEDUÇÃO POLÍTICA

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Tenho participado de amplas discussões sobre a conjuntura nacional e estou convencido que o tal realinhamento da economia brasileira com o capital internacional enfraquece e muito a indústria nacional, os Direitos dos Trabalhadores e particularmente o Polo Industrial de Manaus. A situação é gravíssima e se continuar esta prática do torniquete, tentando remendar o sistema econômico-financeiro, a casa vai cair, provocando danos irreparáveis às instituições democráticas e particularmente a economia popular.

Os políticos e seus partidos caíram em descredito cabendo à direção destas agremiações, sobretudo, aqueles comprometidos com as lutas sociais, a reinvenção do Brasil e a garantia dos Direitos dos Trabalhadores posicionando-se contrárias a política trabalhista do governo Temer (PMDB) e sua reforma da previdência, que acelera ainda mais o sofrimento dos brasileiros. Para quebrar este gelo e a indiferença as lideranças políticas responsáveis estão reinventando os partidos e definindo novas estratégias envolvendo lideranças populares em temas geradores que tocam diretamente com nos problemas do dia-a-dia, relacionando estas questões com as políticas públicas suscitando no cidadão ou cidadã a vontade de participar, de organizar e intervir neste processo como protagonista discutindo, formulando e defendendo questões que contemplem diretamente a agenda de suas comunidades, setores de trabalho, educação transporte, habitação e segurança, não mais como adesista, mas qualificado e capacitado para operar a política enquanto poder de sedução para engrossar o caldo das lutas de forma crítica e propositiva focado nos valores republicanos, acreditando que querer é poder quando se trata das forças populares mediadas por uma oposição consequente orientada pela relevância do trabalho frente ao grande capital.

E O PARTIDO: É verdade que o sistema eleitoral está carcomido por impropriedades, corrupção e outras maracutais que violam o princípio de igualdade, favorecendo mais a uns do que aqueles que demonstram fidelidade ao conteúdo programático da sigla partidária conjugando ações que assegurem unidade e articulação nas lutas pelos Direitos Sociais com determinação e coragem, visando à transformação das políticas públicas em direção a uma economia que combata a acumulação da riqueza nas mãos destes mandatários aliançados com corporações internacionais. Contrário a estas políticas autoritárias deve-se promover a distribuição da riqueza com trabalho, renda a paz social. Em não fazendo só nos resta o enfrentamento das massas contra os protetores do grande capital que recorrem à formulação de medidas perversas para matar de inanição o povo brasileiro.

LUTAR PARA VIVER: Não tem saída ou lutamos para viver ou nos submetemos às regras impostas por esta canalha que aparelhou o Estado aos interesses de corporações do grande capital, aprovando leis e propostas políticas que esvaziam o poder da soberania popular saqueando a riqueza nacional e nos reduzindo a condição de coisa. O enfrentamento dos movimentos populares com este governo Temer e aliados é iminente, o embate dar-se-á tanto nas ruas como também nas urnas. Cabe ao partido de oposição saber catalisar esta luta, reinventando sua sigla e ampliando suas ações no campo das organizações de bases, quebrando com o isolamento, o personalismo e a vaidade provinciana de alguns chefetes, capaz de se reinventar uma nova ordem econômica imprimindo nas políticas públicas respeito, dignidade e justiça social. Em suma, partido político não é ajuntamento é uma unidade plural estruturante determinado a seduzir corações e mentes de nossa gente confiando no partido enquanto direção moral e política apta a mobilizar os meios necessários para agregar forças sociais orientadas para assegurar os Direitos Trabalhistas de nossa gente. Neste embate não dá para ficar em cima do muro e muito menos se comportar de forma indiferente e omisso.

Roberto Brasil