A SAÚVA E O VAGALUME

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Estas configurações postas pela natureza servem para refutar o político que pelos seus atos parecem muito com a saúva por trabalhar contra o povo e de forma calculista ameaçam os homens de bem que trabalham em prol da justiça social e pelo desenvolvimento humano, não merecendo respeito e nem piedade dos eleitores conscientes e responsáveis.

Faz tempo, mas, desde que o mundo é mundo os homens sempre se relacionaram com a natureza às vezes obedecendo outras vezes contrariando o seu ritmo e curso na perspectiva de dominá-la. Estas e outras tentativas muitas vezes frustraram o ânimo dos agentes, aceitando a condição de obedecê-la nos termos do Direito Natural com forte tradição na cultura e nas formas de pensamento anglossaxônico. Neste campo dos saberes as fábulas deram lições aos pensadores fundamentando determinadas teorias em direção a economia política dos povos.

Na Amazônia este imaginário mítico é tão rico que além de ganhar vida nas representações culturais soma também na construção das definições das políticas centradas na conduta dos agentes e de seus governantes. O aprendizado resulta das relações e da densa observação que se constrói mediado pelos rios encantados e pelas florestas povoadas de espíritos a imprimir nos homens saberes que norteiam suas decisões políticas, morais e éticas.

Neste mundo simbólico, a Saúva e o Vagalume, de acordo com sua natureza, operam determinados feitos que comprometem tanto o presente como o futuro desses agentes. A Saúva, com suas ancas avantajada e com a voracidade que lhe é peculiar passa a reduzir a pó os bens da floresta tal como os políticos corruptos que se apropriam da riqueza de nossa gente concentrando nas mãos de pouco o que deveria pertencer a todos, em não fazendo geram a miséria e o abandono.

Adail Pinheiro / Eduardo Braga

Adail Pinheiro / Eduardo Braga

O Vagalume destaca-se neste reino por ter uma visão ampliada focada numa determinada questão o que lhe permite avaliar e decidir o que fazer e como fazer. Às claras economiza energia, operando em direção comum, compartilhando espaço em direção de determinados fins. Na escuridão, o seu valor se multiplica ainda mais clarificando caminhos que podem assegurar novos rumos a serem conquistados, não só para os seus como também para todos (as), que na luz da Justiça e do Direito buscam novos modos de caminhar.

Estas configurações postas pela natureza servem para refutar o político que pelos seus atos parecem muito com a Saúva por trabalhar contra o povo e de forma calculista ameaçam os homens de bem que trabalham em prol da Justiça Social e do desenvolvimento humano. O corrupto além de ser comparado com a Saúva é visto como um homem de boa pinta, de fala mansa, com ar messiânico, capaz de resolver qualquer problema, destemido e arrojado. No entanto, saiba você que este animal político, segundo Platão, é simplesmente um tolo “por não saber discernir a ciência e a ignorância, a realidade e a imitação.” O que sabe e faz como ninguém é se apropriar da riqueza do povo, assaltando a riqueza da gente deixando-se na lama da miséria social e política.

Mario Dantas