‘Saúde não é um favor, mas um direito’, diz a candidata Dra. Patrícia Sicchar

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Dra. Patrícia Sicchar

Dra. Patrícia Sicchar

Da Redação – Nesta quinta feira (08), a candidata à vereadora por Manaus, Doutora Patrícia Sicchar (PR), esteve no Blog da Floresta apresentando suas propostas, dentre elas o destaque para a área de saúde, o aumento de cobertura, centros de atenção integral, defesa da categoria e certificação de óbito, entre outros.
Formada Médica pela UFAM há 14 anos trabalha para melhorar a saúde, como membro do Sindicato dos Médicos participou de varias lutas em defesa da categoria (médicos, enfermeiros, técnicos) em nível municipal, estadual e federal, lutas como saúde mais 10, Revalida, contra o fechamento dos CAICs, Caims, para melhorar a infraestrutura dos hospitais e outras.

entrevista-dr-patricia-blogdafloresta-2Aumento da cobertura em saúde

A Dra. Patrícia Sicchar é casada e mãe de três filhos tendo encarado diariamente uma jornada árdua entre o trabalho, a família e suas lutas na área de saúde. Dentre suas propostas está a de organizar a casa (saúde). “Hoje, as pessoas tem que ir a três ou cinco lugares para fazer exames ou consultas. Minha proposta é que em cada zona de Manaus funcione um centro. Pode ser nas policlínicas, oferecendo tudo que o paciente necessita, desde o diagnostico, tratamento, remédios e assim facilitar este serviço que é obrigação, pois atualmente demora muito. Um exemplo é o exame de ultrassom que leva entre três a seis meses. Tal situação em casos de câncer é terrível. A medida não apenas beneficiaria a população em geral, mas especialmente aos idosos que tem limitações”, salientou.

Outra luta como vereadora será de aumentar a cobertura em saúde que atualmente esta nos 40% e a metade da população encontra-se sem assistência neste serviço básico. “A saúde da família será uma prioridade. A atenção básica é fundamental como prevenção de doenças que podem ser evitadas. Saúde não é um favor, mas um direito e iremos aumentar esta cobertura pelo menos a 70%”, afirmou.

entrevista-dr-patricia-blogdafloresta-5Melhorar a infraestrutura das unidades de saúde, hospitais e outros também devem ser prioridade. “Lutarei para equipar o Samu fazendo que o resgate seja mais eficiente. Como vereadora irei fiscalizar e cobrar as verbas destinadas à nossa capital”, disse. A candidata informou que o plano de cargos e salários da categoria (enfermeiros, dentistas, entre outros) já foi revisado e lutará para que seja executado.

“Com o desemprego que aumentou temos mais de 150 mil pessoas sem planos de saúde tentando acessar ao SUS e encontram-se fora da área de cobertura. Por outro lado, um médico é responsável por 5 a 7 mil pacientes, quando é necessário pelos menos dois profissionais. O atendimento às pessoas com deficiência será outra prioridade e não como agora que encontram-se desassistidas. Continuarei trabalhando para melhorar sua qualidade de vida”, salientou Dra. Patrícia.

entrevista-dr-patricia-blogdafloresta-7Segundo a candidata, outros aspecto que deverá ser priorizado é o relativo ao prontuário único, uma ferramenta que ajudaria muito ao médico no diagnostico e tratamento do paciente.

Certificação de óbito

“É muito triste ver como famílias perambulam a procura de um certificado de óbito que deveria ser responsabilidade do município. Irei trabalhar para que isto seja uma realidade, implantando o Serviço de Verificação de Óbito”, disse a candidata que também pretende diminuir os índices de mortalidade infantil com trabalhos de pré-natal e mais cobertura em saúde.

entrevista-dr-patricia-blogdafloresta-8Outras propostas da candidata são de melhorar o transporte público, ciclovias nos bairros, ruas asfaltadas, escolas de tempo integral, hortas comunitárias para gerar renda e ter boa alimentação.

Alerta para o aumento do suicídios

A candidata à vereadora também chamou a atenção para este mês de setembro, o Mês Amarelo, que alerta para o aumento de suicídios, cujo índice chega aos 700%. As principais vítimas são mulheres que sofrem de depressão e acabam cometendo suicídio, especialmente na faixa etária de 30 a 45 anos que passam pelo climatério e baixa nos hormônios. Em relação aos homens atinge particularmente aqueles que não sabem lidar com problemas, tipo o desemprego e não procuram atendimento médico. Isto pode ser diagnosticado e tratado pelo médico da família, mas para isso temos que aumentar a cobertura, finaliza. (Mercedes Guzmán – Fotos: Roberto Brasil)

Roberto Brasil