São Raimundo: Do “Monstro da Colina” a “Jimmy, o Anjo da Morte”

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Em 1975, há mais de 30 anos, o pacato bairro de São Raimundo foi sacudido por um crime em que vários membros de uma mesma familia foram degolados durante a calada da noite. Descobriu-se que o criminoso era o índio aculturado Raimundo que ganhou o apelido de “Monstro da Colina”, um rapaz que teria cometido o crime possuído por distúrbios mentais. É dificil dizer a essa altura quem foi que colocou um apelido que Raimundo levou para o resto da vida. Quase 40 anos depois, um crime mais ou menos com as mesmas circunstâncias, agora envolvendo uma família conhecidíssima, familia de profissionais respeitados, com larga inserção na sociedade amazonense e integrada essencialmente por pessoas de bem, sacode o São Raimundo e abala toda a cidade de Manaus. Quando, enfim, vem à tona a razão – a eliminação de parentes para que um de seus membros pudesse usufruir da herança, saltando uma monstruosidade ainda maior do que aquela perpetrada pelo Monstro da Colina. O provável mandante, um jovem bem afeiçoado, com razoável grau de conhecimento e que como os demais Belotas, tinha tudo para ascender profissionalmente e adquirir tudo o que um ser humano precisa, como dinheiro, casa, carros, viagens, etc. A Justiça precisará ser feita, até para que crimes semelhantes, ao melhor estilo Suzane Richtofen, não venham se tornar recorrentes e lugar comum na realidade das famílias em Manaus. De nossa parte, não há como não ceder à tentação de chamá-lo, como o público fez com o Monstro da Colina, por um nome que se popularizou após a II Guerra Mundial. Jimmy, o moço acusado pelo crime, carinha ingênua, pretensamente um ar charmoso de beleza juvenil, só pode mesmo ser chamado nesse momento e aqui nessa nota de “Anjo da Morte”.///Imagens: D24AM – Arte: Beto Brasil

Redação