Sandra Braga cobra da Azul Linhas Aéreas explicações para cancelamento de voos no Amazonas

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Sen. Sandra Braga

Sen. Sandra Braga

A senadora Sandra Braga (PMDB/AM) cobrou explicações à empresa Azul Linhas Aéreas sobre a paralisação de voos para municípios do interior do Amazonas. O questionamento da parlamentar foi feito durante audiência pública realizada pela Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Defesa do Consumidor do Senado para debater o preço das tarifas, nas rotas da região Norte, cobradas pelas empresas.

No mês de julho, a empresa cancelou os voos que operava em Coari, Eirunepé e São Gabriel da Cachoeira. As três cidades se juntaram a Lábrea, São Paulo de Olivença, Fonte Boa, Humaitá e Santa Isabel do Rio Negro, que também tiveram os voos cancelados.

“Essa foi uma decisão muito ruim para a população desses municípios. Os preços das passagens já são altíssimos e agora temos mais isso. O que se pode fazer para melhorar essa situação? ”, questionou Sandra Braga.

O diretor jurídico da Azul, Renato Covelo, respondeu que os cancelamentos ocorreram por motivo de segurança, uma vez que os aeroportos desses municípios não têm estrutura para receber as aeronaves da companhia.

“Quando operávamos com aeronaves mais antigas, era perfeitamente possível atender essas cidades no Amazonas. Mas a empresa teve que modernizar sua frota e as dimensões das novas aeronaves não são adequadas aos aeroportos. Além disso, temos alguns relatos de insegurança para pouso das aeronaves e por isso tivemos que cancelar os voos”, disse o executivo, ressaltando que a empresa torce pela reestruturação dos aeroportos, conforme prevê o Plano de Aviação Regional, do governo federal.

Tarifas

Na audiência pública, a senadora também questionou os altos preços cobrados no Amazonas, principalmente no interior do estado.

“Um exemplo: para a cidade de Carauari, a 780 quilômetros de Manaus, em linha reta, a passagem custa R$ 1 mil. Para Lábrea, a 702 quilômetros, custa R$ 900 mil. É um valor muito alto”, reclamou.

Sandra Braga disse esperar que os valores sejam reduzidos quando o governo federal colocar em vigor o programa de subsídios de passagens aéreas em rotas regionais.

“Falei com o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, e ele disse que o plano já está na Casa Civil, que vai elaborar o decreto. Em seguida, será feito o cadastro das empresas. Ele me informou ainda que esses subsídios devem sair até o final do ano”, relatou a senadora.

Roberto Brasil