Rotta quer impedir aumento de taxas bancárias para o consumidor

By -
Dep. Marcos Rotta

Dep. Marcos Rotta

Depois da edição de medidas provisórias consideradas prejudiciais aos trabalhadores, o governo federal buscando melhorar a arrecadação e o equilíbrio em suas contas, editou recentemente, a MP nº 675, que visaelevar de 15% para 20% a alíquota da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), devida por instituições financeiras, como bancos, seguradoras e administradoras de cartão de crédito. O deputado federal Marcos Rotta (PMDB/AM), apoia a medida, mas está preocupado que os bancos possam repassar esse valor para os consumidores, através de taxas e tributos.

“Finalmente o governo federal tomou uma atitude louvável, fazendo com que os bancos, que lucraram tanto em 2014, possam ajudar a pagar essa conta enorme que o Brasil possui atualmente.

Agora é preciso nos certificarmos que os bancos não vão aumentar as taxas, repassando esses valores aos consumidores. Creio que as taxas bancárias devem ser congeladas pelo menos por 1 ano, estou buscando dispositivos legais para agir em relação a essa questão”, declarou.

Segundo Rotta, os cinco maiores bancos brasileiros, faturaram em 2014 mais de 60 bilhões de reais, obtendo recordes de lucro, de acordo com o estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).  Arrecadando 18,5% a mais que em 2013, com cobranças de taxas e serviços.

“Se o governo necessita elevar a arrecadação para ajustar sua economia, que ele cobre de quem pode pagar a conta, e não do trabalhador, como ele fez forçando a aprovação de medidas absurdas pelo Congresso. Votei Não para todas essas medidas, exatamente por compreender que a cobrança teria que incidir sobre as grandes fortunas, como no caso dos bancos”, enfatizou.

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram as MPs 665, que limita o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso, e 664, que restringe as pensões por morte, depois de muita turbulência entre oposição e situação, nas respectivas Casas.

Roberto Brasil