Rotta conhece sistema de queima de biogás no aterro sanitário

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O prefeito interino de Manaus, Marcos Rotta, conheceu nesta terça-feira, 14, o funcionamento da queima limpa de gases de efeito estufa realizada no Aterro de Resíduos Sólidos de Manaus, KM 19 da AM-010 (estrada que liga Manaus a Itacoatiara).  O aterro elimina 40 mil toneladas de biogás (metano CH4 e CO2) por mês, gerando créditos de carbono ao município.

 

O Tratamento de resíduos sólidos e novas tecnologias para a limpeza urbana foram temas da reunião do prefeito licenciado Arthur Virgílio Neto e de Rotta com a presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, no dia 8 de março. Outras reuniões técnicas serão realizadas entre a prefeitura e o BNDES para estabelecer programas e recursos para a área.

 

Na visita ao Aterro, Rotta conversou com técnicos da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), responsáveis por coordenar o Aterro em Manaus, uma das poucas capitais do Brasil a seguir as determinações da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

 

No local, o prefeito conheceu todo o processo de impermeabilização, sistema de drenagem, captação e queima de biogás, fases do tratamento dado ao lixo seguindo o que determina a PNRS.

 

“Isso nos credencia perante a Organização das Nações Unidas para recebermos o crédito de carbono. Queremos mostrar isso à cidade de Manaus porque pouca gente conhece o potencial e inovações tecnológicas que temos no aterro sanitário”, disse o prefeito.

 

O secretário municipal de Limpeza Urbana, Paulo Farias, explicou que a geração de créditos de carbono é uma das ‘moedas universais’, instituídas pelo Protocolo de Kyoto (implantado em 1997), que estabeleceu ao mundo metas de redução de emissão de gases na atmosfera.

 

“A partir daí cada tonelada de CO2 não emitida ou retirada da atmosfera por um país em desenvolvimento, pode ser negociada no mercado mundial”, lembrou.

 

Na usina onde há a queima do biogás, a uma temperatura de 800 graus centígrados, ocorre a quebra das partículas do gás metano, chamado de CH4, o transformando em CO2. Dessa forma é diminuída em 22 vezes a capacidade de agressão à Camada de Ozônio.

 

Futura usina

Para dar um tratamento mais amplo ao tema, a prefeitura já elabora estudos para no futuro implantar uma usina termoelétrica no aterro e aproveitar essa energia que chega a ser de 20 megawatts. Isso tornaria o aterro autossustentável ao consumo de energia elétrica e ainda possibilitaria negociar energia excedente com a concessionária de energia para, por exemplo, ser utilizada na iluminação pública.

 

“É um pensamento meu e do prefeito Arthur Virgílio Neto que se passe a utilizar, mais e melhor, o sistema de queima para gerar energia elétrica. Já existem estudos para a construção de uma usina termo elétrica”, disse Rotta.

 

Catadores de resíduos sólidos

Na ocasião, o prefeito em exercício  também  conversou com representantes de associações de catadores, ouviu suas demandas e se prontificou em ajudar a resolvê-las.

 

“Foi importante conversar com ele porque podemos atualizá-lo sobre algumas demandas, informações e ações que estamos fazendo. Acredito que isso vai nos ajudar”, disse Irineide Lima, representante do Movimento Nacional de Catadores.

Mario Dantas