Ronda nocauteia brasileira em 34 s e transforma vaia em louvação

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Ronda desferiu golpes certeiros que nocautearam Bethe

Ronda desferiu golpes certeiros que nocautearam Bethe

A americana Ronda Rousey prometeu que humilharia a brasileira Bethe Correia por todas as provocações que ela fez nos últimos meses. E foi o que ela fez neste domingo (2), na Arena da Barra, no Rio de Janeiro.

Após tanto tempo de “trash talk” e de divulgação da luta, Ronda não gastou mais de 34 segundos para acertar uma sequência fulminante de socos e cotoveladas que fizeram com que Bethe desabasse com o rosto contra o chão do octógono. Seu cinturão das pesos-galo do UFC quase não correu risco.

Ao entrar na arena, a americana foi vaiada em coro pelo público, que cantava “uh, vai morrer”. Após sua vitória, o público começou a cantar “olê, olá, Ronda, Ronda”.

O nocaute que Ronda impôs à paraibana teve um requinte de crueldade: foi no estilo em que a rival é melhor, a trocação. A americana havia vencido nove de suas 11 lutas com chaves de braço, enquanto Bethe dizia que escaparia delas com socos na cara.

Na primeira troca de socos de ambas, Ronda levou a adversária à grade, aplicou o clinche, esquivou e a derrubou com socos diretos e cruzados no rosto.

Atordoada, Bethe precisou de ajuda para se sentar no banquinho.

A luta adquiriu um caráter pessoal para a campeã após comentário da brasileira em maio, que desejou que ela “não se matasse” após uma eventual derrota. Ronda entendeu isso como uma referência ao suicídio de seu pai, e disse que as provocações da brasileira tinham ido longe demais. Bethe pediu desculpas, que não foram aceitas.

“Eu espero que ninguém fale mais de família. Espero que esta tenha sido a última vez”, disse Ronda após a vitória.

Enquanto a paraibana deixava o octógono com os olhos marejados, Ronda chorava de alegria diante da mudança de humor do público brasileiro.

“I love you Brazil [te amo, Brasil]”, disse Ronda, medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2007 na cidade brasileira. FOLHAPRESS

Roberto Brasil