Rodoviários aprovam greve a partir da próxima terça-feira (14)

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O movimento reivindica questões trabalhistas

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) aprovou em Assembleia Geral na tarde desta quinta-feira (09) a greve geral da categoria para o dia 14 de fevereiro. A paralisação é por tempo indeterminado.

Em documento assinado pelo vice-presidente do sindicato, Josildo de Oliveira Silva, ele alega que a paralisação é em decorrência do não pagamento do reajuste salarial anual da categoria. Ao todo, 70% da frota do transporte será paralisada a partir de meia-noite do dia 14.

“Ganhamos esse direito no julgamento do processo e o Sinetram não cumpre a decisão julgada pelo TRT [Tribunal Regional do Trabalho]. Estamos a quase 365 dias negociando o cumprimento dessa decisão  sem obter resultado positivo, e não vamos aceitar que os trabalhadores fiquem sem o reajuste anual”, declarou.

Em nota, o Sinetram informou que recebeu na tarde de hoje a notificação do Sindicato dos Rodoviários sobre a paralisação prevista para a próxima semana. O órgão não medirá esforços para que o movimento paredista não seja deflagrado e a população e as empresas não sejam prejudicadas.

O Sinetram ressaltou ainda que um dia de paralisação compromete diretamente o faturamento das empresas, pois sem operar, as concessionárias ficam prejudicadas em honrar seus compromissos, principalmente com os colaboradores, o que agrava ainda mais a situação neste momento de crise.

No início dia 8 de fevereiro, o vice-presidente da categoria já havia ameaçado uma nova paralisação do transporte coletivo de Manaus. Em entrevista ao Portal A Crítica, o sindicalista comentou que a decisão seria uma reposta a uma audiência realizada no último dia 7 no Ministério Público do Trabalho, que acabou sem um acordo entre o Sinetram e a Prefeitura de Manaus.

Segundo o sindicalista, a audiência realizada pelo MPT foi apenas para tratar sobre paralisações, não sobre o dissídio coletivo da categoria. “Eles não queriam resolver a questão do dissídio, mas sim tratar sobre greve. O Ministério Público precisa nos ajudar, porque não chegamos a nenhum acordo na audiência de ontem”, ressaltou.<<<A Crítica>>>

Roberto Brasil