Rio 2016: Olimpíadas das incertezas, afirma especialista

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Segundo Borges, a fiscalização tem que ser rígida mesmo, independente da nacionalidades dos atletas envolvidos

Segundo Borges, a fiscalização tem que ser rígida mesmo, independente da nacionalidades dos atletas envolvidos

Da Redação – Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, de sonho realizado a devaneios de incertezas, essa é a afirmação do especialista em Olimpíadas Luis de Souza Borges Neto, um profissional com 32 dois anos de experiência em modalidades esportivas. Borges já foi presidente da Federação Amazonense de Atletismo e da Associação de Desporto do Amazonas, entidade que reúne a nata do desporto amazonense.

Borges mostrou-se cético em relação ao questionamento da proibição de atletas da Rússia impedidos de participar da principal modalidade esportiva do mundo. Ele acredita que a fiscalização tem que ser rígida mesmo, independente da nacionalidades dos atletas envolvidos. O ex-dirigente até lembrou que o recordista olímpico e mundial,  o  jamaicano Usain Bolt, ao término de uma prova foi indagado se usava algum tipo de substância proibida. Ele reclamou e devolveu uma pergunta aos jornalistas: por que não perguntavam sobre os recordes do nadador norte-americano Michael Phelps? A entrevista parou por ai.

luis-borges-atleta-amazonense 02Luiz Borges se mostra preocupado com o crescimento do doping em todas as modalidades, pois existe métodos obscuros que estão sendo utilizado, o que enlameia o resultado final .

Indagado a respeito da participação do Amazonas no evento, Borges se mostrou triste, pois o estado não terá nenhum participante, uma vez que a recordista de participação, Lígia Santos, mesa-tenista, dessa vez não foi convocada e o velocista Sandro Gama ainda não conseguiu o índice necessário. Resta a participação dos Paraolímpicos e aguardar os resultados.

O ex-presidente da ADA mostrou preocupação com o futuro do desporto em geral no Amazonas. Para ele é preciso revitalizar a Vila Olímpica de Manaus, um verdadeiro Centro de excelência do Esporte, e que está atualmente sub utilizada, sendo preciso que a comunidade possa usufruir das instalações do centro. “Temos bons profissionais, técnicos da mais alta qualidade e e preciso que possamos encontrar utilidade para essa mão de obra, que tem e precisa ser melhor aproveitada”, finalizou Luiz Borges.  [Texto e Fotos: KL]

Roberto Brasil