Reunião discute falta de agências da Caixa e casas lotéricas no interior para pagamento do seguro-defeso

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A falta de agências bancárias e casas lotéricas em localidades do interior do Amazonas tem dificultado o pagamento do seguro-defeso aos trabalhadores da pesca. O problema afeta mais de cinco mil pescadores e foi um dos temas discutidos na sexta-feira (14) durante reunião entre o presidente da Federação dos Pescadores do AM (Fepesca), Walzenir Falcão, e o gerente regional da Caixa Econômica no AM, Wellington Veloso.

A reunião aconteceu na sede da Caixa Econômica em Manaus e serviu para expor ao gerente da Caixa as dificuldades enfrentadas pelos pescadores que moram distantes dos centros urbanos.

Walzenir Falcão, que também preside a Confederação Nacional dos Pescadores (CNPA), deu como exemplo a situação dos municípios de Novo Aripuanã e Careiro da Várzea. “Em Novo Aripuanã, não existe agência da Caixa Econômica, e a única casa lotérica está fechada”, explicou Falcão. “Dessa forma, os pescadores não conseguem receber o seguro defeso, que pago nas agências da Caixa”, acrescentou.

Situação semelhante acontece no Careiro da Várzea, onde não existe agência da Caixa e a única casa lotérica não tem dinheiro suficiente para pagar o benefício aos pescadores. “Os trabalhadores da pesca têm direito ao benefício. O dinheiro está disponível, porém os pescadores não têm onde sacar”, destacou Walzenir.

O gerente regional da Caixa, Wellington Veloso, reconheceu que existem problemas nos municípios que não possuem casas lotéricas e agencias da Caixa. Nestes casos, o pagamento do seguro defeso pode ser feito em outras agências, como Bradesco e Banco do Brasil.

“Temos que encontrar soluções para atender nossos clientes. Os bancos têm seu papel social, que é facilitar a vida das pessoas e garantir acesso a vários benefícios oferecidos pela rede bancária”, afirmou Veloso.

Para resolver o problema, o presidente da Fepesca sugeriu a instalação de um posto da Caixa dentro das colônias de pescadores nos municípios que não tenham casa lotérica ou agência da Caixa. “Seria uma solução emergencial para atender os pescadores, até que as localidades tenham agências bancárias para pagar o seguro defeso”, sugeriu Walzenir.

A proposta foi bem aceita pelo gerente da Caixa Econômica, que disse estar aberto à parceria com a Fepesca e com a CNPA.

Após ser implantada no Amazonas, a união entre Federação de Pescadores e Caixa Econômica poderá copiada em todos os Estados do País, beneficiando mais de 800 mil pescadores em cerca de 500 municípios do Brasil.

Roberto Brasil