Ratos fazem a festa durante a CPI da Petrobras

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"Quero deixar bem claro que nada nos impedirá de dar prosseguimento ã reunião", declarou Hugo Mota, presidente da CPI

“Quero deixar bem claro que nada nos impedirá de dar prosseguimento ã reunião”, declarou Hugo Mota, presidente da CPI

Um homem soltou nesta quarta-feira (9) pelo menos cinco pequenos ratos no plenário da CPI da Petrobras logo depois que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, entrou no local para prestar depoimento. Os animais começaram a correr sem rumo na comissão, o que provocou gritos e tumulto.

Os seguranças presentes correram para pegar os ratos, enquanto parlamentares do PT gritavam que o ato era um desrespeito à CPI.

O homem que liderou a ação deixou a comissão e teria sido levado pela Polícia Legislativa para depor, mas a informação ainda não foi confirmada oficialmente.

No início da sessão, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), afirmou que o “povo” faria um ato público na CPI, mas não especificou o que ocorreria. Após a confusão, policiais legislativos passaram a barrar a entrada de pessoas não-credenciadas no plenário.

“Nada nos impedirá de dar prosseguimento à CPI. […] Nós iremos prosseguir com o depoimento do senhor João Vaccari”, afirmou o presidente do colegiado, deputado Hugo Motta, depois de ratos terem sido soltos no plenário.

O relator da CPI, Luiz Sérgio (PT-RJ), disse que queria deixar registrado o “descontentamento” com a soltura dos ratos no meio da sessão.

“Uma ação encomendada que depõe contra o parlamento. O circo armado mostra o nível em que nos encontramos. Aqueles que reclamam da baixa aceitação do governo, as pesquisas mostram que a aceitação do parlamento é ainda pior. Então, quero deixar registrado aqui o meu descontentamento”, afirmou logo antes de começar a fazer pergunta ao tesoureiro.

Após a confusão, um dos seguranças da Câmara levou dois ratos capturados no plenário da CPI para o lado de fora do prédio do Legislativo.

No percurso, o policial legislativo foi seguido por jornalistas que tentavam registrar imagens dos animais. (G1 – Folha de S. Paulo)

Roberto Brasil