Quinze pessoas participaram da execução do PM Portilho em invasão, diz delegado

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Dos quinze que participaram do crime, segundo a polícia, sete já estão sob custódia (Foto: Euzivaldo Queiroz)

Quinze pessoas estão envolvidas na morte do policial militar Paulo Sergio Portilho, morto na última sexta-feira (26), em Manaus, na invasão Buritizal Verde, na Zona Norte. Segundo o delegado Juan Valério, titular da Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), quatro pessoas foram presas e outros três adolescentes, apreendidos. Oito continuam foragidos. 

O delegado também informou que Jeferson de Souza Farias, 19, foi preso na madrugada desta sexta-feira (2), por volta das 1h, em via pública no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus. Enquanto Alex Azevedo de Almeida, 20, o “Torinha”, foi preso pelas equipes da DEHS na invasão Vila Buriti, na comunidade João Paulo. Já Felipe de Souza Santos, 22, foi preso na noite de ontem (2), no bairro Monte Sião, na Zona Leste.

“Quatro deles se envolveram diretamente na morte do policial. Eles o abordaram, o renderam e o executaram. As demais pessoas participaram de diversas maneiras, como fornecendo auxílio material que concorreu para execução e ocultação do cadáver.”, disse o delegado Juan Valério.

Jeferson, Alex e Felipe foram indiciados por homicídio. Após os procedimentos cabíveis, o trio será levado para ao Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), onde irá permanecer à disposição da Justiça. Marcos Neves Serra, , que se apresentou espontaneamente na quarta-feira, já teve sua prisão preventiva pela morte decretada.

Segundo o titular da DEHS, é importante que a população denuncie. “Quem tiver alguma informação, por favor, nos informe. Quem tiver guardando um deles também será preso”, comentou.

Ameaça a moradores

Durante acoletiva de imprensa, o delegado Guilherme Torres, do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), informou que traficantes da invasão Buritizal Verde ameaçaram os moradores para que não passassem informações sobre a localização do corpo do policial militar Paulo Sérgio Portilho. Após ser morto, o corpo do policial foi enterrado no local.

“No decorrer das investigações, descobrimos que existiu uma reunião entre os traficantes da área. Nela, eles decidiram que iriam de porta e porta ameaçar os moradores. Se eles falassem alguma coisa, teriam seus barracos queimados. Temos provas que serão mostradas no longo dos dias”, disse. Logo após a polícia encontrar o corpo do policial enterrado, na última terça (30), todas as casas da comunidade foram incendiadas.

Esfaqueado 13 vezes

Ontem, o delegado Juan Valério havia informado à imprensa que o PM Paulo Portilho foi morto por agressão física e esfaqueado 13 vezes antes de ser enterrado em uma cova. “Começou um tumulto, essas pessoas que pertencem a facções criminosas começaram a incitar que ele era PM, que estava li para prender ou ver alguma situação ilícita. E acabou cada um cometendo uma conduta que acabou com a morte do PM. Já tínhamos o relato da família, de nossas análises de inteligência e de testemunhas, todas afirmam cabalmente que ele foi atrás de um terreno”, afirmou o delegado Juan Valério.

Invasão do ‘João Branco’

Também ontem o delegado Guilherme Torres afirmou que a invasão Buritizal Verde era comandada pelo narcotraficante João Pinto Carioca, mais conhecido como “João Branco”, líder máximo da facção criminosa Família do Norte (FDN). “Conseguimos identificar o modus operandi de uma organização criminosa que está instalada na invasão. Descobrimos que eles utilizam áreas que não fazem parte do plano diretor da prefeitura e que não têm acesso à urbanização e saneamento. Eles ditam as regras e enumeram casas. Foi constatado, e eu posso afirmar com convicção e com provas que nós já temos, que a área era comandada pelo narcotraficante João Branco”, disse Guilherme Torres.

(Do Portal A Crítica)

Roberto Brasil