Projeto incentiva a criação de histórias em quadrinhos e a prática da leitura

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Os alunos do 5º ano criaram histórias para serem publicadas em um livro.

Os alunos do 5º ano criaram histórias para serem publicadas em um livro

A prática da leitura e o uso das novas tecnologias inspirou a professora Suzana Damasceno, da Escola Municipal Thomas Meireles, a desenvolver o projeto ‘Pequenos Autores, Grandes Histórias em Quadrinhos’.  Por meio do software ‘HQ’, os alunos do 5º ano criaram histórias para serem publicadas em um livro. Nesta segunda-feira, 8, a obra foi apresentada aos demais estudantes e os três alunos mais criativos foram premiados.

Durante o evento, os alunos das outras turmas fizeram apresentações sobre a história dos quadrinhos, dramatizações de histórias curtas e jograis. Os segundo e terceiro colocados foram premiados com um kit de gibis e jogos.  A aluna campeã ganhou um tablet, que foi doado pela agência de turismo Gênesis.

Os três alunos mais criativos foram premiados

Os três alunos mais criativos foram premiados

O livro confeccionado pela professora foi disponibilizado para a biblioteca da escola. Suzana contou que o trabalho de produção durou cerca de dois meses. “Trabalhamos com todas as turmas, mas focamos no 5º ano, porque no ano que vem, eles não estudarão mais na escola e queríamos deixar um legado para que esses alunos sejam lembrados. Eles ficaram muito eufóricos por conhecerem o programa e se sentiram motivados. Muitos até pediram uma cópia do software e levaram para casa para continuarem a desenvolver histórias”.

A professora relatou, ainda, como surgiu a ideia de desenvolver o projeto. “Eu tive uma formação na Gerência de Tecnologia Educacional (GTE) da Semed, onde apresentaram o programa HQ e rapidamente pensei em colocar este projeto em prática. Os alunos foram criando várias histórias e nos surpreendemos com a criatividade deles. O sentimento é de trabalho realizado com sucesso ao ver o sorriso no rosto de cada criança ao verem suas próprias histórias assinadas com seus nomes”.

historias-em-quadrinhos-semed2A primeira colocada no concurso, Sabrina Marinho Saraiva, de 10 anos, inspirou-se em seu cachorro para criar a história. “Eu contei a história de uma menina que amava muito o seu cachorrinho e ela foi passear com a família no Havaí, mas na volta, o cão não veio. Então, eles se mobilizaram, para voltar ao Havaí”, contou.

Já o terceiro colocado, Eliton Maciel, 13, fez uma crítica a quem polui o meio ambiente. “Minha história em quadrinhos se chama `Bem-vindo ao Paraíso´ e conta a história de duas tartarugas que moram em um rio e tentam salvar todos os animais que estão morrendo por conta do lixo que a população joga nos igarapés. Foi muito legal desenvolver a história e eu aprendi a usar todas as ferramentas do programa”.

historias-em-quadrinhos-semed5A dona de casa Maria Clara Brasil, é mãe de uma aluna da turma e acompanhou o processo de criação das histórias. “Estes projetos funcionam como incentivos para eles. Quem sabe, no futuro, eles possam usar o desenho como profissão, ou até serem grandes autores. Às vezes nós, os pais, não sabemos o que se passa na cabeça deles e durante este projeto eles desenvolveram histórias admiráveis que podem refletir no futuro deles”.

IDEB – A Escola Municipal Thomas Meireles é uma das unidades escolares da Semed com os melhores resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Desde a primeira vez que a avaliação foi realizada, em 2005, a escola alcançou a nota 4,1, em 2007, repetiu o feito e não parou mais de crescer. Em 2009, teve a nota de 4,8; em 2011, foi 5; e o atual, divulgado na última sexta-feira, 5, é de 5,8.

A gestora da escola, Maria do Socorro Ibiapina, ressaltou que projetos dinâmicos desenvolvidos nas escolas colaboram para a aprendizagem dos alunos. “Quando os professores resolvem trabalhar um projeto pedagógico, eles já têm o objetivo de melhorar a qualidade de ensino”, explicou a gestora.

Ela contou, ainda, que além dos projetos desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), os professores também trabalham em pequenos projetos dentro das salas de aula. “Os alunos têm bastante interesse, principalmente quando é uma coisa nova, quando não é algo repetitivo. No projeto da professora Suzana, eles participaram bastante, porque estavam envolvidos com as questões tecnológicas”.

Roberto Brasil