Projeto avalia vulnerabilidade à mudança do clima no Amazonas

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Clima_SecoMais calor e menos chuva na região amazônica até 2040. Esta é a projeção feita pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, que indica um aumento de 1°C na temperatura e uma possível redução de até 10% na precipitação média anual para o período. Com a proposta de entender melhor esse cenário e os impactos da alteração do clima no Amazonas, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Minas) realizarão uma visita técnica à Manaus, hoje (03), quando se reunião com a equipe da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), às 9h, na zona Centro-Sul de Manaus.

Eles serão recebidos pelo titular da Sema, Antonio Stroski, e técnicos da pasta. A visita faz parte das ações do projeto Vulnerabilidade à Mudança do Clima, desenvolvido pela Fiocruz, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O objetivo da iniciativa é avaliar como a população dos municípios é suscetível aos impactos da mudança climática e qual a sua capacidade de responder aos riscos gerados pelo aquecimento global, envolvendo seis estados brasileiros: Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e Pernambuco. O Amazonas representa a região norte do país.

Também está em fase de desenvolvimento uma ferramenta, um software, para mensurar a vulnerabilidade humana às alterações do clima, conforme cada município. A proposta do encontro é reunir gestores e técnicos para a apresentação de futuras ações a serem realizadas no estado e mostrar o trabalho já feito no Espírito Santo e em Pernambuco, além da coleta de novas informações para o desenvolvimento de estudos sobre vulnerabilidade no Amazonas.

Além da Sema, participarão da reunião representantes da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEPLAN/CTI), Secretaria de Estado de Saúde (SUSAM), Secretaria de Estado da Assistência Social (SEAS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM).

Roberto Brasil